21/03/2009

jovens e patologias

Na quinta-feira, dia 19, fiquei sabendo de dois casos de saúde, envolvendo jovens, que me deixaram assustada. O primeiro foi de um rapaz de 26 anos que teve câncer no testículo. Nunca tinha ouvido falar sobre esse tipo de doença em homens tão jovens. Ele fez cirurgia, retirou o testículo, colocou uma prótese e agora passa muito bem. Parece que o perigo já foi afastado com a cirurgia, ainda bem. Mas inevitavelmente terá de fazer exames periódicos de prevenção.

Outro caso é de um garoto de 19 anos que morreu de infarte. Dezenove anos. "Foi de acidente?", perguntei ao saber. Não... infartou. Teve um fim mais triste e efêmero que o caso anterior.

Mas os dois são igualmente aterrorizantes: o que há em nossa sociedade que faz pessoas tão jovens sofrerem de patologias ligadas à vida madura? Se essas notícias fossem da Idade Média, acho que não chocariam tanto. Naquela época, pouco se sabia sobre câncer ou sobre estresse. Li que os padeiros trabalhavam até 20 horas por dia em locais insalubres, quentes e empoeirados de farinha. Morrer de ataque do coração não era algo tão absurdo. Tantos séculos depois, jovens ainda morrem de problemas cardíacos. E outro lado diz, felizmente, que nossa ciência é mais desenvolvida. Mas o que há na nossa sociedade que leva um homem de menos de 30 anos desenvolver esse tipo de câncer? E por que um jovem tão jovem morre de ataque cardíaco?

Talvez tenhamos evoluído muito pouco desde a Idade Média. Podemos ter alcançado resultados na técnica, mas não no fator psicológico.

2 comentários:

Chi Qo disse...

Infelizmente, em condições normais de temperatura e pressão, a gente não escolhe a hora e a forma de nossa morte...
Agora, lembra de quando o Avighi morreu? Morte súbita, ataque fulminante...
E o Borin? Meses de sofrimento... Longo processo de despedida, sem saber ao certo quando aconteceria, mas seria inevitável...
O que é melhor? Não sei...
Se você morre de repente, geralmente sofre pouco e seus parentes são poupados de um processo longe e penoso...
Ao morrer devagar, degenerando aos poucos, há tempo de preparar a despedida, preparar os últimos rituais...
Considerando que sou descendete de um povo meio bárbaro, acho que prefiro a forma rápida e "elegante"...
Mas cada um é cada um e Deus ou alguém lá em cima é que escolhe.

Creio que a gente tem escolha, mas não deve apessar demais o processo.

Viva à vida!!!

Chico

Thalita disse...

Putz, Lau, lembrei de uma história de que, durante os ataques de Israel sobre Gaza, uma menina de 14 anos morreu de ataque cardíaco, de tanto medo. Não se compara, mas mostra que o stress pode trazer estragos para o corpo de jovens tb.