18/04/2008
Dá o pé, louro!
Para complementar o post "Assim caminha a humanidade...", o Tomi guardou a Folha de segunda para me mostrar essa tirinha, abaixo. Diria que é minha imagem em forma de HQ. A laura virou louro... Perfecto!
reloginho
Olha que coisa mais legal que eu achei no blog da Ju. É um relógio humano. A cada minuto, muda a fotinha, com a hora atualizada, obviamente. Dá para deixar na página normal do site ou abrir num pop (como a img abaixo). Muito divertido! Dá pra mandar fotos também. Adorei!!

Quer ver como funciona? Clique aqui.

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17/04/2008
tombos e mais tombos
Apesar de eu não ter tido problemas na fase anal (como escrevi no post abaixo), tenho seqüelas até hoje porque não aprendi a fase equilibral (se é que ela existe) direito. Fase equilibral, para mim, é quando a criança começa a perceber que se equilibrar sobre duas pernas a fará se deslocar melhor - e começará a desbravar o mundo. Assim como o homo erectus em relação ao habilis.Minha mãe me disse que eu comecei a andar exatamente no dia do meu aniversário de 1 ano (deveria ter esperado mais um ano...). Depois disso, mal parava em pé - preferia escalar sofás, armários, biombos, escadas, muros ou qualquer coisa que me levasse às alturas. Cheguei a subir na sacada e desabar do segundo andar do sobrado onde morava. Caí. Fui aos céus e voltei ao inferno, tipo Ícaro. Não fraturei nada, mas minha mãe ficou uma semana sem dormir.
Essa negação em andar sobre as duas pernas (preferia ficar de cabeça pra baixo, em parada de mão, do que em pé) me deixou inúmeros roxos pelas pernas, a ponto do meu pediatra dizer que eu tinha perna de um muleque :( Depois de adulta, cair estatelada no chão dói muito mais do que quando criança, deixa cicatrizes mais feias e é algo socialmente inaceitável, que revela ingênua imaturidade.
Mas... óbvio que eu continuo caindo. Rolei da escada na minha formatura, e na de uma amiga. Caí num casamento há duas semanas (como disse aqui), voei da bicicleta (que contei aqui também), caí em cima de um holofote de luz noutro casamento e assim minha vida de altos e baixos (literalmente) vai se desenrolando. O pior mesmo é quando, entre uma queda e outra, não dá tempo para a recuperação.
Poxa! Eu tô com a canela toda fudida, inchada, do pé até o joelho roxa, com a outra perna doendo por andar torto... mas não aprendo mesmo. Dei um escorregão forte na escada do restaurante em que almocei hoje. Não caí porque me segurei na grade, mas me apoiei na perna que já está machucada. Assim não dá! Dói, caramba.
Cocô, fase anal e maturidade
Cocô, cocô, cocô, cocô! Adoro falar sobre cocô, acho engraçado porque é o tipo da coisa que é recebida de maneiras muito diferentes pelas pessoas. Tem gente como eu, que fala de cocô como fala de Mc Donald's (não que as duas coisas sejam iguais, mas, na minha opinião, a primeira é muito mais interessante). Tem gente que "não fede, nem cheira" sobre o cocô (com o perdão do trocadilho). Outros, ainda, mais recatados, ficam com vergonha. E tem também aqueles que não gostam de falar sobre. Não gostam nem de falar que vão ao banheiro, têm problemas com o cocô.Este último tipo, descobri ontem, teve questões durante a 'fase anal' que não se resolveram. Fase anal, disse Freud, é entre os 2 e 4 anos de idade, quando a criança percebe seus excrementos, brinca com massas, argilas, suja-se com prazer e "caga" para o mundo.
Durante a fase anal, eu morava num sobrado no Caxingui. Deveria ter uns dois anos e meio e comecei a aprontar em casa. Um dia escondi a chave, minha mãe descobriu e eu fiquei de castigo. Caguei pra ela. Outro dia, "cagando pro mundo", o mundo cagou pra mim. Tinha uma televisão PB, daquelas em que o nível de contraste de cor e som era feito por meio de botões deslizantes. Quanto mais para a direita, mais alto. Pois bem. Estava sozinha na sala, tinha acabado de desligar a TV e tive a brilhante idéia de deixar o volume no último, para assustar o próximo que fosse ligar o aparelho. Como próximo, leia-se: minha mãe, a empregada ou eu mesma. E foi a última pessoinha que ligou. Dei um dos maiores pulos da vida e comecei a chorar de susto, de raiva de mim e de desespero por ter sido a vítima da minha própria armadilha.
Talvez isso tenha me libertado da fase anal, me fez passar por ela sem danos futuros. Aprendi que se você não respeita ou se importa com as pessoas, elas te ignorarão sempre, de maneira direta, cínica ou hipócrita. Elas vão 'cagar' pra você. Darão de ombros. Se você exerce o mal, coisas más virão até você mais rápido do que você imagina. Pode parecer piegas, mas é verdade. Só te dão importância quando você passa a se importar de verdade com as coisas. Isso é encarar a vida.
P.S.: O fato de eu não ter problema em falar sobre cocô não signifca que eu goste de ter dor de barriga, piriri, cólicas e afins.
16/04/2008
Surtada ficarei eu!
Hoje o caderno Cotidiano da Folha está no mais alto nível de "espreme que sai sangue". Deixou o NP no chinelo. E os mais sensíveis, de cabelos em pé. Todos os cabelos do corpo, diga-se de passagem.
Primeira notícia: desdobramentos do caso Isabella. Papai e madrasta teriam, respectivamente, atirado do sexto andar e asfixiado a menina.
Segunda notícia: cuidado! A Noiva, de Kill Bill, pode te atacar a qualquer momento. No caso brasileiro, ela é desempregada, se chama Fábio da Conceição Calado, tem 27 anos e mora em Duque de Caxias, no Rio. Depois da namorada terminar tudo com ele, não se conteve em apenas ameaçá-la. Pegou sua espada ninja e tcha nã nã nããããã. Decepou um braço da mulher e cortou metade da outra mão. À la "the Bride" (Uma Thurman). Só faltou a enfermeira (Daryl Hannah) com tampão e a trilha de fundo (tãrã, tarãrã, tãrã, tarãrã, tãrãrãrãrãrãrãrã...)

Terceira notícia: Farah Jorge Farah, aquele médico que em 2003 dissecou, tirou a pele e guardou partes da ex-namorada em sacos de lixo disse que não se lembra do que aconteceu. A polícia acha que o esquartejamento tenha durado 10 horas - período no qual o médico teria surtado. Ele disse que a ex entrou em seu consultório com uma faca na mão, ele reagiu e, depois disso, só Deus sabe. "Eu não sabia se era realidade, sonho ou pesadelo." Eu sei: é pura maluquice. A mãe da vítima disse que se não houver justiça na Terra, "de Deus ele não escapa". Ô, crendice estúpida!
Primeira notícia: desdobramentos do caso Isabella. Papai e madrasta teriam, respectivamente, atirado do sexto andar e asfixiado a menina.
Segunda notícia: cuidado! A Noiva, de Kill Bill, pode te atacar a qualquer momento. No caso brasileiro, ela é desempregada, se chama Fábio da Conceição Calado, tem 27 anos e mora em Duque de Caxias, no Rio. Depois da namorada terminar tudo com ele, não se conteve em apenas ameaçá-la. Pegou sua espada ninja e tcha nã nã nããããã. Decepou um braço da mulher e cortou metade da outra mão. À la "the Bride" (Uma Thurman). Só faltou a enfermeira (Daryl Hannah) com tampão e a trilha de fundo (tãrã, tarãrã, tãrã, tarãrã, tãrãrãrãrãrãrãrã...)

Terceira notícia: Farah Jorge Farah, aquele médico que em 2003 dissecou, tirou a pele e guardou partes da ex-namorada em sacos de lixo disse que não se lembra do que aconteceu. A polícia acha que o esquartejamento tenha durado 10 horas - período no qual o médico teria surtado. Ele disse que a ex entrou em seu consultório com uma faca na mão, ele reagiu e, depois disso, só Deus sabe. "Eu não sabia se era realidade, sonho ou pesadelo." Eu sei: é pura maluquice. A mãe da vítima disse que se não houver justiça na Terra, "de Deus ele não escapa". Ô, crendice estúpida!
malandro-mixirica
C A R A L E O !!!
O jeitinho espertalhão brasileiro não tem fim: nem lá fora e nem quando se trata de morte. Odeio que digam que brasileiros dão uma de esperto para ganhar em cima dos outros, mas diante dos fatos, só me resta lamentar. Hoje deu na Folha que um compatriota que mora nos EUA comprou um corpo de um indigente curitibano para forjar sua própria morte. O malandrão ganharia 1,6 milhão de doletas de um seguro de vida americano, junto com mais três comparsas - incluindo um funcionário do IML de Curitiba, que teria feito um atestado de óbito falso. A esposa do golpista, que mora ilegalmente nos Estados Unidos, já tinha acionado o seguro para receber os dólares. Mas, agora, com o crime descoberto, espero que todos ganhem alguns anos no xadrez. E que a alma do defunto vá puxar o pé deles à noite.
O jeitinho espertalhão brasileiro não tem fim: nem lá fora e nem quando se trata de morte. Odeio que digam que brasileiros dão uma de esperto para ganhar em cima dos outros, mas diante dos fatos, só me resta lamentar. Hoje deu na Folha que um compatriota que mora nos EUA comprou um corpo de um indigente curitibano para forjar sua própria morte. O malandrão ganharia 1,6 milhão de doletas de um seguro de vida americano, junto com mais três comparsas - incluindo um funcionário do IML de Curitiba, que teria feito um atestado de óbito falso. A esposa do golpista, que mora ilegalmente nos Estados Unidos, já tinha acionado o seguro para receber os dólares. Mas, agora, com o crime descoberto, espero que todos ganhem alguns anos no xadrez. E que a alma do defunto vá puxar o pé deles à noite.
15/04/2008
Assim caminha a humanidade...
Há momentos em que a gente se esforça e quer se sentir recompensada. Isso acontece em todos os níveis da vida: profissional, familiar, social e amoroso. Por vezes, fazemos por ser valorizados, mas ninguém nos enxerga. Queremos dar um passo maior, mudar, transformar, melhorar, mas os ouvidos se fecham e nos sentimos isolados. É um estar sozinho no meio da multidão, é escolher o vermelho quando a moda dita o branco. É se sentir fraco e impotente, mesmo tendo a força interna para resolver todos os problemas.Ao seu lado, pessoas que não te dão chance, que te olham, mas não te enxergam. Pessoas que, com comportamento superficial, castram suas realizações e desejos. Suprimem suas vontades, fechando os olhos para as coisas boas que podem vir. É uma bronca no momento de euforia, uma ironia que bloqueia a felicidade, um desvio no olhar quando se demanda atenção. É o funcionarismo público que permeia os lados emocionais e racionais da vida.
Temo que as pessoas estejam se tornando burocráticas e insensíveis demais. Com humor limitado e práticas repetitivas. Não se quer ousar, não se ousa deixar que ousem. Não trepam e não saem de cima. E, assim, a humanidade caminha estéril, frágil e feudal.
14/04/2008
Cotidiano
No restaurante, estão analisando o cardápio. "Será que pedimos isso ou aquilo?" Ela diz que já comeu uma porção muito boa dali, mas parece que aquela outra vem mais... e como ele está com fome, melhor pedir uma maior. "Ah, mas essa é mais barata. Vamos pedir a menor." Chega a comida e eles comem. A mesa ao lado pediu a porção grandona. Os dois babam. Ela, munida de razão, solta um sonoro "não disse?". Ele, de fome, decide atacar o prato dos vizinhos.
11/04/2008
Laura Lopes revitalizada
É, pessoal. Eu andei meio caidinha nos últimos tempos. Borocochô, macambuzia, sorumbática... mas a Prefeitura de São Caetano do Sul me revitalizou. Aliás, Laura Lopes foi municipalizada, uma referência do Bairro Prosperidade. Não sabia de tamanha importância. Mas, explico: Laura Lopes é uma escola de São caetano. Minha xará! Várias vezes eu a vi no Google, quando queria saber como o mundo virtual me enxergava. Óbvio que quem achou essa notícia foi o S, morador convicto do ABC. E o Thomi disse que namora uma EMEF. Isso aí, EMEF Lalau.
Segue um pedacinho da notícia:
Prefeitura entrega EMEF Laura Lopes revitalizada
Uma das referências do Bairro Prosperidade, em São Caetano do Sul, a escola Laura Lopes foi municipalizada pela Prefeitura – a partir desse processo, a Administração assumiu o controle da parte pedagógica de dez unidades estudantis de Ensino Fundamental. Para adequar a EMEF Laura Lopes às necessidades atuais e prepará-la para suportar as demandas futuras, o Poder Público Municipal promoveu uma ampla reforma na unidade. A reinauguração oficial da instituição será realizada nesta quarta-feira (16/4), às 16h30 – a unidade está situada à Rua do Coral, 155.
Segue um pedacinho da notícia:
Prefeitura entrega EMEF Laura Lopes revitalizada
Uma das referências do Bairro Prosperidade, em São Caetano do Sul, a escola Laura Lopes foi municipalizada pela Prefeitura – a partir desse processo, a Administração assumiu o controle da parte pedagógica de dez unidades estudantis de Ensino Fundamental. Para adequar a EMEF Laura Lopes às necessidades atuais e prepará-la para suportar as demandas futuras, o Poder Público Municipal promoveu uma ampla reforma na unidade. A reinauguração oficial da instituição será realizada nesta quarta-feira (16/4), às 16h30 – a unidade está situada à Rua do Coral, 155.
10/04/2008
auto-estorvo
Por um motivo muito, mas muito particular, tive que ler alguns textos de auto-ajuda recentemente. Foram três vezes: uma sobre marketing pessoal, outra sobre cultura da gentileza e, por fim, sobre os benefícios de se comemorar as pequenas e grandes vitórias da vida. Não cabe dizer os motivos que me obrigaram a consumir esse tipo de literatura, mas juro que ela me deixa sem forças. É muita enganação, meu povo!
Quem é que não sabe que procurar ser feliz é a chave para a felicidade? Quem é que não sabe que tratar bem os outros lhe traz benefícios pessoais, profissionais e sociais? Quem é que (raios!) não sabe que gentileza atrai gentileza, que energia positiva traz energia positiva? Que estudar, ler, correr atrás de outras coisas além de ficar pasmando no trabalho melhora suas competências e proporciona sucesso profissional? Que saber a hora de ouvir, falar e dar opiniões é um dom? E que ser "pró-ativo" (odeio essa palavra!!) enche os olhos de qualquer chefia? Que trabalhar mais de 10 horas por dia pode interferir em sua vida social e familiar, estragando amizades e casamento?
O mais triste é pensar que eles vendem tanto. O ser humano é tão ignorante que não consegue concluir essas coisas sozinho? É só ler contos de fadas, filmes infantis, novelas e roteiros que trabalham o dualismo bem X mal. É coisa tão primária e tão óbvia, mas acho que as pessoas têm preguiça e preferem comprar um livro (melhor um livro de auto-ajuda do que os longos períodos do Saramago...) para serem lembradas dia após dia do que devem ou não fazer. Mas, sinceramente, se elas seguissem à risca, o mundo seria muito melhor, né?
= = = = = = = =
Eu li um livro ótimo sobre como ficar mal. É isso aí. Foi o melhor livro de auto-ajuda (ou seria anti-auto-ajuda?) que já li. E foi por prazer, não por obrigação. Ganhei de um bom amigo, que é tão cético e pessimista quanto eu. O livro chama Sempre pode piorar ou A arte de ser (in)feliz. O autor mostra milhares de caminhos para você acreditar que tudo pode ficar muito pior e que você é a melhor pessoa para contribuir para que isso aconteça. Ele sugere, inclusive, alguns exercícios. Cito alguns:
Sentado no sofá, olhe para o céu através da janela. Com um pouco de sorte, você logo notará minúsculas bolhas redondinhas, que vão descendo devagarinho, enquanto você mantiver o olho parado. Além disso, as bolhas parecem aumentar de número e tamanho... Imagine agora que você está com alguma doença grave, pois se os círculos ocuparem todo o seu campo de visão, você terá uma visão terrivelmente embaçada. Vá ao oculista. Ele tentará lhe explicar que se trata de simples e inofensivos pontinhos luminosos. Mas suponha que seu oculista estava com sarampo no dia em que explicaram a sua doença no curso de oftalmologia; melhor ainda, imagine que o oculista, por simples caridade cristã, não quer que você saiba que o seu mal é incurável.
Se este negócio dos pontinhos luminosos não der muito certo, não é preciso ficar aflito. Nossos ouvidos oferecem uma compensação à altura. Vá até uma sala completamente silenciosa e ouça com atenção um zumbido, um zunido, um leve assobio... Com a dedicação necessária, você conseguirá perceber o som sempre mais freqüente e mais alto. Finalmente, vá ao médico. A partir daqui, valha-se do exercício anterior, com a exceção de que o médico vai minimizar a coisa toda, como se fosse uma simples e normal labirintite.
Gostou? esses foram apenas dois exercícios. Há muito mais. Clique aqui e saiba mais. Está ruim? Não há problemas, com certeza vai piorar...
Quem é que não sabe que procurar ser feliz é a chave para a felicidade? Quem é que não sabe que tratar bem os outros lhe traz benefícios pessoais, profissionais e sociais? Quem é que (raios!) não sabe que gentileza atrai gentileza, que energia positiva traz energia positiva? Que estudar, ler, correr atrás de outras coisas além de ficar pasmando no trabalho melhora suas competências e proporciona sucesso profissional? Que saber a hora de ouvir, falar e dar opiniões é um dom? E que ser "pró-ativo" (odeio essa palavra!!) enche os olhos de qualquer chefia? Que trabalhar mais de 10 horas por dia pode interferir em sua vida social e familiar, estragando amizades e casamento?
O mais triste é pensar que eles vendem tanto. O ser humano é tão ignorante que não consegue concluir essas coisas sozinho? É só ler contos de fadas, filmes infantis, novelas e roteiros que trabalham o dualismo bem X mal. É coisa tão primária e tão óbvia, mas acho que as pessoas têm preguiça e preferem comprar um livro (melhor um livro de auto-ajuda do que os longos períodos do Saramago...) para serem lembradas dia após dia do que devem ou não fazer. Mas, sinceramente, se elas seguissem à risca, o mundo seria muito melhor, né?
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Eu li um livro ótimo sobre como ficar mal. É isso aí. Foi o melhor livro de auto-ajuda (ou seria anti-auto-ajuda?) que já li. E foi por prazer, não por obrigação. Ganhei de um bom amigo, que é tão cético e pessimista quanto eu. O livro chama Sempre pode piorar ou A arte de ser (in)feliz. O autor mostra milhares de caminhos para você acreditar que tudo pode ficar muito pior e que você é a melhor pessoa para contribuir para que isso aconteça. Ele sugere, inclusive, alguns exercícios. Cito alguns:
Sentado no sofá, olhe para o céu através da janela. Com um pouco de sorte, você logo notará minúsculas bolhas redondinhas, que vão descendo devagarinho, enquanto você mantiver o olho parado. Além disso, as bolhas parecem aumentar de número e tamanho... Imagine agora que você está com alguma doença grave, pois se os círculos ocuparem todo o seu campo de visão, você terá uma visão terrivelmente embaçada. Vá ao oculista. Ele tentará lhe explicar que se trata de simples e inofensivos pontinhos luminosos. Mas suponha que seu oculista estava com sarampo no dia em que explicaram a sua doença no curso de oftalmologia; melhor ainda, imagine que o oculista, por simples caridade cristã, não quer que você saiba que o seu mal é incurável.
Se este negócio dos pontinhos luminosos não der muito certo, não é preciso ficar aflito. Nossos ouvidos oferecem uma compensação à altura. Vá até uma sala completamente silenciosa e ouça com atenção um zumbido, um zunido, um leve assobio... Com a dedicação necessária, você conseguirá perceber o som sempre mais freqüente e mais alto. Finalmente, vá ao médico. A partir daqui, valha-se do exercício anterior, com a exceção de que o médico vai minimizar a coisa toda, como se fosse uma simples e normal labirintite.
Gostou? esses foram apenas dois exercícios. Há muito mais. Clique aqui e saiba mais. Está ruim? Não há problemas, com certeza vai piorar...
07/04/2008
Mais casório
04/04/2008
Mais uma do orkut
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