Mostrando postagens com marcador artes plásticas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador artes plásticas. Mostrar todas as postagens

11/11/2010

Preguiça mental

Estou passando por um momento de preguiça mental. Não consigo ser criativa, não consigo prestar atenção, por isso, nem ter concentração. Li, há alguns dias, parte do meu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso, da faculdade. É um perfil do artista plástico Newton Mesquita. Fiquei feliz em ter feito alguma coisa decente no passado, mas muito mais infeliz em não fazer mais algo tão dedicado. Assim, qualquer produção se torna medíocre.

Demorei uns dois anos e meio para decidir qual seria o tema do meu TCC. Isso atrasou minha formatura, obviamente, em dois anos e meio. Foi uma decisão árdua, já que não queria terminar a faculdade com um trabalho meia boca. E decidi. Foram meses de visita à casa dele, de entrevistas com muitos que fizeram parte de sua vida... E mais um mês, "férias", para escrever. Eu queria tanto ter tempo para fazer tudo isso de novo! Não que o TCC não tenha defeitos, mas foi feito com muito suor e com toda a minha alma.

Entrar na vida das pessoas é muito complicado, mas muito bonito. Não gosto do jornalismo que se apodera de instantes da vida sagrada de pessoas e depois sai sem dizer tchau. Gosto do que faz sentido também para a pessoa, do que a faz se sentir orgulhosa em participar do seu trabalho. Tem gente que fala que jornalista é urubu, que gosta de sangue e morte. Mas, às vezes, eu acho que está mais para sangue-suga. Você vai lá, invade a privacidade dos outros, faz seu trabalho, ganha seu dinheiro, e vai embora.

Não. Quero que a pessoa se sinta parte realmente importante do meu trabalho, como espero que Newton sinta. Não quero invadir, quero me sentir valiosa para que a pessoa fale o que quer, não o que sinta num momento de fragilidade, tristeza ou sofrimento.

Fazer perfis será uma solução? Dedicar-me a eles com devoção será a que realmente presto nessa vida? Não sei. Mas queria tentar.

17/11/2008

Bienal e a feira de ciências

Eu me esqueci de falar sobre a Bienal de Arte de São Paulo. A Magá me convidou para a abertura e eu fui toda pimpona - "A Bienal do vazio", "mó conceito". Conceito o caramba! É a "Bienal da falta de dinheiro", isso sim. Ela parece uma grande feira de ciências de escola. E das piorzinhas...

Para se ter uma idéia, tem biombos de madeira (aliás, toda a estrutura da feira é de madeira, parece barraco) com colagens de fotos de revista ou escritos - as colagens que eu fazia na capa do meu caderno eram muito mais criativas e esteticamente bonitas. Tem também insetos pregados com alfinetes e uma máquina de impressão para o visitante levar uma parte da Bienal pra casa. No térreo tem um monte de engenhocas feitas de madeira, motorzinho e fios. Só pode ser uma feira de ciências.

E tem um artista que disponibilizou cópias de suas fotos. O visitante escolhe oito imagens e pode levá-las para casa depois de imprimi-las em um A3. Então, a feira ganha uma carinha mais de parque de diversões. E tem também o tobogã - famoso tobogã. Deveria acabar em uma pscina de merda. Ia ter mais "conceito". Bem perto do biombo onde o visitante escolhe as fotos, sai uma corda que vai até o bosque do lado de fora do prédio e acaba em uma árvore. Será que é para fazer tirolesa? Teria tudo a ver com o conceito "pega e faça".

E tem também muito espaço vazio - não apenas no segundo andar, mas em todos os outros. O segundo é um grande vazio. Nos demais, o 'nada' está camuflado entre pouquíssimas obras de arte (de relevância muito discutível) e muitos bancos para se sentar. Para matar ainda mais espaço, fizeram uma biblioteca com livros da Fundação Bienal. tsc, tsc, tsc.

E a parte de vídeos? Uma tragédia. Eu lembro que as Bienais sempre traziam vídeos variados, que causavam sensações variadas - agradando o visitante ou não. Dessa vez, só dois vídeos (esquisitos) ganharam salinhas especiais. Os demais, estão sendo exibidos em espaço aberto, para o espectador confundir a iluminação e os sons externos com os do vídeo. Nada legal.

Ainda bem que a entrada é gratuita. Senão ia ter porrada. Cobrar para apresentar essa besteira é muita falta de caráter. A Bienal podia ter deixado esse ano em branco. Ficaria mais bonito deixar de fazer do que fazer mal feito.

15/04/2008

frangoesa*



*dispensa explicações

05/03/2008

O culpado da modinha

Alberto Vargas, um dos artistas mais conhecidos em pin-up: este cara é o culpado pela estética cinturinha de pilão + peitolas, que faz das gordinhas e das 'despeitadas' sérias candidatas ao suicídio - social, ao menos. E que faz das clínicas de cirurgia plástica o reino dos céus daquelas com corpo menos afortunado, mas com fortunas na conta bancária.

O cara tinha as manhas de redesenhar as modelos, transformar. Pegar uma gordinha e turbinar sua barriga, seu bumbum, os peitinhos e todos os demais músculos do corpo. Sim! Parece que elas saíram de um internato em academia. Malhação total. E algumas costelas a menos. Além de tudo, ele foi visionário: os peitos das mulheres são idênticos aos das que colocam silicone hoje em dia. A diferença é que ele pintava na década de 30, 40... Medo! Nenhuma mulher é daquele jeito!!! Nenhuma!!!

Para vocês acreditarem em mim:




29/02/2008

Quero ir pra Brumadinho, MG!

Isso mesmo. Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte. Assim, aproveito e dou uma passadinha em BH para ver a Julinha, algumas obras do Nie e visitar... Inhotim. O nome estranho guarda um tesouro sem limites: uma fazenda de 2100 hectares de mata atlântica que abriga do Caci - Inhotim Centro de Arte Contemporânea. O lugar tem paisagismo de projeto original de Burle Max e 80, das 350, obras da coleção particular de um milionário da siderurgia e mineração. O cara é foda.



Ele já ganhou um título de melhor colecionador internacional de arte. E, nesse lugar imenso, construiu vários pavilhões, cada qual com uma peculiaridade: para um artista em particular, para artistas convidados criarem a partir de um espaço, para um conjunto de obras. É impressionante, mas o acervo do homem é melhor que de todos os museus públicos brasileiros. Ele tem o apoio de um curador brasileiro, um americano e outro europeu.



Vamos às obras: Desvio para o Vermelho, instalação de Cildo Meireles conhecidíssima; um pavilhão só de Adriana Varejão, digníssima do milionário; outro de Doris Salcedo, colombiana engajada; vídeos de Larry Clark, diretor de Kids; e de Matthew Barney, polêmico marido da Björk; Tunga, Hélio Oiticica, Amilcar de Castro, entre outros e outros e outros... Só custa 10 reais a visita e ainda é possível dar uma deitadinha no gramado, cochilar e sonhar com natureza, arte e democracia, tudo junto. Acordar e ver isso à sua frente.



Quero ir pra Brumadinho!!!!!!!!!!!!