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25/11/2010

Escritos antigos - se eu fosse atriz...

Ficção - 3/4 de mentira

Não falo que fiz papel... (de idiota. Mas eu acho engraçado o que eu direi.)

"O teatro"

Para mim é tudo prosa. (e tudo sonho)

Ia fazer uma peça de Shakespeare (me incomoda conhecer Shakespeare aos 11 anos). Peguei minha fantasia e fui ao teatro. [e tudo isso é mentira, agora é só prosa] ! Lá encontrei vários amigos, ensaiei, tirei 10 (no sonho). No ensaio, chegou a hora - fiquei com medo, pois nunca tinha apresentado em um Teatro Municipal (dê-me licença para eu gargalhar, hahahahha. O que eu queria fazer com esse diário??? Todo ano ia ao teatro para dançar ou tocar flauta, e cantei no Municipal de SP, Campinas, sob a regência de Benito Juarez...). Fiquei envergonhada, então o professor disse "Se não for vc, colocarei outro no lugar". Como assim?? "Chegou a hora?". Ninguém pode me substituir (no quê?). Ninguém. E eu entrei. (tudo isso ficção, no sonho) Entrei, disse minha fala e o tempo foi passsando, horas, e o público, gostando, aplaudindo.

Agora, acorda!

Saindo do sonho, Carmina (na vida real, no coral em que cantava, digo) é foda. E tenho a honra de ter participado do coral aqui no Municipal de SP e em Campinas tb. "Oh, oh, oh, totus floreo, iam amore virginali totus ardeo". E se você gosta de música boa, vai assistir ao vídeo aqui debaixo até o final.



Chegou a hora da última fala (do sonho):

"Ser ou não ser?"

"Você é quem decide".

Acho que eu era muito mais importante na vida real, em Carmina Burana.

17/08/2010

Como as músicas se fixam em nossa memória (ou só na minha...)

Para tirar o blog do "nadismo" (ato ou efeito de fazer nada, por Pula Onishi), resolvi escrever um post sobre memória. A minha memória musical.

É engraçado como algumas das músicas que aprendi nas aulas de inglês e espanhol ficaram impregnadas na minha cabeça. Solto a voz sempre que as escuto, sem vergonha, por mais brega que sejam. "Las cartas que escribi, nunca las envie, no querras saber de mi. No puedo entender la tonta que fui, es cuestion de tiempo y fe..." (Shakira, Estoy aqui - alguém se lembra dela como está na foto?). Há outra: "So tell me have you ever really, really really loved woman... To really love a woman, to undernstand her, you've got to known what deep inside..." (Brian Adams -!!!-, Have you ever really loved a woman) – essa última eu escutei hoje no carro, vindo para o trabalho. Óbvio, berrando cada verso. Tem umas não-vergonhosas, como Woman in chains (Tears for fears) ou The fool on the hill (Beatles). São essa quatro, basicamente, que ficaram marcadas por causa da escola e do curso de inglês.

Há outras, também, que me vêm fácil fácil à lembrança. Elas têm a ver com a infância infância mesmo, quando eu malemá sabia o que era música. Minha mãe gostava muito de Chico e Elis. E eu ficava animada, pulando, com Boi voador, seguido, na gravação, por Não existe pecado do lado de baixo do Equador.João e Maria e Noite dos mascarados, interpretadas pelos dois, também estavam no meu top ten.



Minha mãe também tinha um disco duplo (é, minha gente, disco) chamado "Um homem, uma mulher", que, obvimante, trazia faixas cantadas por um homem e... uma mulher. A versão brasileira de Endless love (Amor sem fim, em português), cantada por não sei quem, me arrebatou o coração. Eu quase choro toda vez que ouço. Minha mãe achava brega, mas eu não. Um toco de gente e romântica. O que diria eu daquela época sobre eu de agora? Certo, é brega.

Tem uma bem legal, que eu acompanhava com o encarte do disco no colo (porque tentava ler a letra). Boquita de cereza, do Tarancón. "Besa que te besa, boquita de cereza, sueña que te sueña que no eres para mí. Llora que te llora mis ojos de tristeza, no tengo riqueza, mi alma es para tí". Não é fofa? Eu fui a um show do grupo quando eu tinha uns dois anos. Minha mãe não queria me deixar com ninguém e me levou. Quando ela viu, eu tinha subido no palco e a vocalista estava me olhando desconfiada. (Ah, sim, quando eu era pequena eu tinha o péssimo hábito de subir nas coisas, em todas)



E me lembro muito bem de uma música irritante que eu aprendi logo nas primeiras lições da flauta doce. Faz muuuito tempo, acredite. "Que é da margarida, o quê? O quê? O quê? Que é da margarida, o que se vai fazer?" A música era só isso, uma das mais difíceis do livrinho. Fiquei treinando um dia inteiro para conseguir tocar sem tropeços na próxima aula. Só que minha tia resolveu passar a tarde em casa, coitada. Ela ficou louca com a música, até hoje ela se recorda da margarida. Impregnou. Total.

26/06/2009

Infâncias e lembranças



Ontem eu fiquei muito triste. Ainda estou hoje, mas ontem foi um baque. Saber da morte de Michael Jackson parece ter tirado uma partezinha da minha infância, aquela parte gostosa, dançante e espevitada. Trabalhei até tarde por conta disso, mas nem achei ruim - como acharia se fosse qualquer outra celebridade. Saí do trabalho e fui para um show de blues e jazz maravilhoso. E lá tocaram Michael. Foi bonito.

Hoje as tevês, rádios e sites noticiaram uma enxurrada de informações sobre ele. Viciado em morfina, gênio, envolvido em escândalos sexuais, bizarro, histórico... Uma salada de frutas sobre uma vida que ninguém sabe ao certo como foi vivida. A gente só via o Michael estrela e o Michael comedor de criancinhas. Parece que não tinha um meio termo.

Ele inovou. Ele foi genial. E, mesmo quem acha que não gosta dele, certamente sabe pelo menos meia dúzia de músicas suas, sem saber a autoria. Porque ele era assim: cada álbum novo, uma inovação, um tipo de música diferente. Ele jamais fez um trabalho regular. Mas sempre bom, muito bom.

Disseram que agora só falta dizer que a Xuxa morreu para acabar com as ricas lembranças de infância. Eu não concordo. Fui fã da Xuxa, mais do que do Michael, quando criança. Mas tenho a plena consciência de que ela é resultado de investimentos pesados em marketing. Michael não. Ele tinha uma genialidade fora do comum. A Xuxa apresentava um programa infantil e vivia beliscando as crianças. Coisa esquisita essa. Mas eu gostava dela mesmo assim. E, no alto dos meus anos muito mais avançados, tenho a certeza de que a vida e obra de Michael Jackson teve muito mais impacto na minha vida, e no mundo, do que a Xuxa.

Xuxa, perdoe-me a sinceridade. Impossível você não ter se espelhado na explosão musical e performática que ele foi enquanto você vendia milhões de discos infantis - nos áureos anos 80.

Diria, então, que se Bolaños morresse, a nossa memória infantil realmente seria decepada. Roberto Gómez Bolaños, cuja importância foi por mim realizada tardiamente, também foi um gênio. Chavo del Ocho, por favor, ainda não é a sua hora.

06/01/2009

jesuis e satanás

Duas coisas engraçadas que vi hoje. Incrivelmente, uma fala de Jesus e a outra do Satanás.

A primeira é sobre o Jesus Luz, aquele que a Madonna safada agarrou e deixou o mundo inteiro babando. Segundo o blog da Sonia Racy, o nome que indica o passaporte do modelão é Jesus Pinto da Luz. E eu que digo: jesus-maria-josé!!!!

A segunda é uma rumba, ou seilaoquê (porque eu ainda uso esses acentos em desuso) de umas tias muito religiosas de alguma colônia portuga. E muito dançarinas também!!! Engraçadíssimo.

Vamos lá, gingando!!! Gostei de como elas gesticulam quando dizem "Satanás"... "O mundo de pés pra cima, o mundo virou de patas pro ar. Mulher de minissaia é uma armadilha de Satanás..."



Sugestão do S.