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15/02/2011

Filosofia de Kung Fu Panda

O ontem é história.
O amanhã é um mistério.
Mas o hoje é uma dádiva.
Por isso chama-se presente.

26/11/2010

Transcrições II

Também não são meus, mas são. :)

Nas leituras da vida...

"Especialistas são pessoas que sabem cada vez mais sobre cada vez menos até saberem tudo sobre nada."

"Várias das grandes ruínas que hoje decoram os desertos e as florestas são monumentos às armadilhas do progresso, lápides de civilizações que se converteram em vítimas de seu sucesso" - Ronald Wright, em "Uma breve história do progresso"

"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso" - Mario Quintana

"- Qual é sua medida de tempo preferida?
- Não entendi.
- A medida de tempo. Qual você prefere?
- Os lustres.
- Lustres?
- Sim, a cada cinco anos. E você?
- Às vezes.
- Às vezes é lustres? [não achei "lustres" no dicionário]
- Não, às vezes. É a minha medida de tempo preferida." - Diálogo em O abraço partido, filme argentino


"Estela era um túnel que desembocava na minha morte (...) Agora percebo que vou morrer e ela não estará fazendo cafuné na minha cabeça." - O abraço partido, filme argentino


"A menina escreveu um conto. 'Mas seria muito melhor se você escrevesse um romance', disse a mãe. A menina construiu uma casinha de boneca. 'Seria muito melhor se fosse uma casa de verdade', disse a mãe. A menina fez um pequeno travesseiro para o pai. 'Seria mais útil se fosse uma colcha', disse a mãe. A menina cavou um buraquinho no jardim. 'Seria muito melhor se tivesse cavado um buraco grande', disse a mãe. A menina cavou um buraco grande e foi dormir dentro dele. 'Seria muito melhor se você dormisse para sempre', disse a mãe." - A mãe, de Lydia Daris, saiu na Piauí


A insustentável leveza do ser
Milan Kundera

"Eu poderia dizer que a vertigem é a embriaguez causada pela nossa própria fraqueza, mas não queremos resistir a ela e nos abandonar. Embriagamo-nos com nossa própria fraqueza; queremos desabafar em plena rua, à vista de todos, queremos estar no chão, ainda mais baixo que o chão!!"

"Não encontro outra explicação senão a de que o amor não era para ele, o prolongamento, mas sim a antítese de sua vida pública. O amor era para ele o desejo de se entregar às vontades e caprichos do outro. Aquele que se entrega ao outro como um prisioneiro de guerra deve antes entregar todas as armas. Vendo-se sem defesa, não pode deixar de se indagar quando virá o golpe. Posso, portanto, dizer que o amor era para Franz a espera contínua do golpe que iria atingi-lo."

"Enquanto as pessoas são ainda mais ou menos jovens e a partitura de suas vidas está somente nos primeiros compassos, elas podem fazer juntas a composição e trocar os temas. Mas quando se encontram numa idade mais madura, suas partituras musicais estão mais ou menos terminadas, e cada palavra, cada objeto, significa algo de diferente na partitura do outro."


Cama de gato - filme

"O capitalismo é autofágico."

"As pessoas vão ver que é pior ter todo o espaço do mundo para se expressar e porra nenhuma para dizer."

Transcrições

Não são meus, mas me pertecem.
Enjoy!

O homem sem qualidade
Robert Musil

"Afinal, a Terra não é velha, e aparentemente nunca foi muito abençoada."

"O homem precisa ser limitado em todas as suas possibilidades, planos e sentimentos, por preconceitos, tradições, dificuldades e limitações de toda sorte, como um louco na sua camisa-de-força; e só então aquilo que tem a produzir talvez tenha valor e coerência e solidez; na verdade, é difícil perceber o alcance dessa ideia!"

"A humanidade produz bíblias e armas, tuberculose e tuberculina."

"Perguntas e respostas articulam-se como peças de máquinas, cada pessoa tem apenas tarefas bem determinadas, as profissões estão agrupadas em lugares certos, come-se em pleno movimento, as diversões estão reunidas noutras partes da cidade, e em outros locais encontram-se as torres onde ficam esposas, família, gramofone e alma."

"Não há melhor exemplo de fatalidade do que um jovem que se acomoda dentro dos limites de um velho comum; e isso sem golpe do destino, apenas por um processo de encolhimento ao qual estava predestinado!"

"Poder renunciar a algo que nos faz mal é prova de força vital! As coisas perniciosas atraem os exaustos! O que você acha? Nietzsche afirma que é sinal de fraqueza um artista se ocupar demais com a moral de sua arte."


A arte de ser infeliz (ou a auto-ajuda ao contrário, por minha conta)
Paul Watzlawick

"Nosso mundo, ameaçado de afundar numa onda de conselhos e receitas sobre como ser feliz, não pode ficar privado de uma bóia de salvação para aqueles que procuram a infelicidade."

"Ducunt fata volentem, nolentem trahunt - o destino conduz a quem consente, a quem resiste ele o arrasta." [bobagem]

25/11/2010

Escritos antigos - se eu fosse atriz...

Ficção - 3/4 de mentira

Não falo que fiz papel... (de idiota. Mas eu acho engraçado o que eu direi.)

"O teatro"

Para mim é tudo prosa. (e tudo sonho)

Ia fazer uma peça de Shakespeare (me incomoda conhecer Shakespeare aos 11 anos). Peguei minha fantasia e fui ao teatro. [e tudo isso é mentira, agora é só prosa] ! Lá encontrei vários amigos, ensaiei, tirei 10 (no sonho). No ensaio, chegou a hora - fiquei com medo, pois nunca tinha apresentado em um Teatro Municipal (dê-me licença para eu gargalhar, hahahahha. O que eu queria fazer com esse diário??? Todo ano ia ao teatro para dançar ou tocar flauta, e cantei no Municipal de SP, Campinas, sob a regência de Benito Juarez...). Fiquei envergonhada, então o professor disse "Se não for vc, colocarei outro no lugar". Como assim?? "Chegou a hora?". Ninguém pode me substituir (no quê?). Ninguém. E eu entrei. (tudo isso ficção, no sonho) Entrei, disse minha fala e o tempo foi passsando, horas, e o público, gostando, aplaudindo.

Agora, acorda!

Saindo do sonho, Carmina (na vida real, no coral em que cantava, digo) é foda. E tenho a honra de ter participado do coral aqui no Municipal de SP e em Campinas tb. "Oh, oh, oh, totus floreo, iam amore virginali totus ardeo". E se você gosta de música boa, vai assistir ao vídeo aqui debaixo até o final.



Chegou a hora da última fala (do sonho):

"Ser ou não ser?"

"Você é quem decide".

Acho que eu era muito mais importante na vida real, em Carmina Burana.

19/11/2010

Meu mundo em perigo

Passar uns dias num hotelzinho meia bomba no centro para fugir e esquecer os problemas, mesmo sabendo que eles não serão esquecidos. É algo que mais ou menos 99% das pessoas gostariam de fazer. Clicar no "reiniciar", fazer o que o tempo mandar, colocar a cara ao vento livre de preconceitos, fingir ser quem não é ou ser você mesmo com o máximo de autenticidade.

Chorar, gritar, esquecer. Dormir sem hora para acordar. Confiar naquele que mal conhece, esquecer aqueles que te conhecem bem.

Meu mundo em perigo, de José Eduardo Belmonte e que estreia no dia 10 de dezembro, é um pouco isso. É o mesmo diretor de Se nada mais der certo, PUTA filmaço. O novo longa segue a mesma linha "tragédia humana". Não chega a ser superior ao anterior, mas, ainda assim, muito bom.


O enredo dá uma forçadinha, mas é tudo muito bem feito, pensado. As falas são densas, cheias de significados. A trilha se mistura aos diálogos, a película, a retratos. A concepção estética casa ao tormento das personagens, nada é muito colorido, apenas as lembranças – saturadas. É tudo muito dolorido, sofrido. As lágrimas são de desespero, um pedido de socorro.

É a história de um homem perturbado, que acaba de perder a guarda do filho e atropela e mata um sujeito. O homem, Elias, é um fotógrafo (Eucir de Souza). A vítima, pai de Fito (Milhem Cortaz), que fica inconsolável e jura vingança. As atuações são ótimas.

Meu mundo em perigo ganhou os prêmios de Melhor Filme segundo a Crítica e Melhor Ator no Festival de Brasília de 2007. Demorou, mas agora ele veio.

11/11/2010

Preguiça mental

Estou passando por um momento de preguiça mental. Não consigo ser criativa, não consigo prestar atenção, por isso, nem ter concentração. Li, há alguns dias, parte do meu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso, da faculdade. É um perfil do artista plástico Newton Mesquita. Fiquei feliz em ter feito alguma coisa decente no passado, mas muito mais infeliz em não fazer mais algo tão dedicado. Assim, qualquer produção se torna medíocre.

Demorei uns dois anos e meio para decidir qual seria o tema do meu TCC. Isso atrasou minha formatura, obviamente, em dois anos e meio. Foi uma decisão árdua, já que não queria terminar a faculdade com um trabalho meia boca. E decidi. Foram meses de visita à casa dele, de entrevistas com muitos que fizeram parte de sua vida... E mais um mês, "férias", para escrever. Eu queria tanto ter tempo para fazer tudo isso de novo! Não que o TCC não tenha defeitos, mas foi feito com muito suor e com toda a minha alma.

Entrar na vida das pessoas é muito complicado, mas muito bonito. Não gosto do jornalismo que se apodera de instantes da vida sagrada de pessoas e depois sai sem dizer tchau. Gosto do que faz sentido também para a pessoa, do que a faz se sentir orgulhosa em participar do seu trabalho. Tem gente que fala que jornalista é urubu, que gosta de sangue e morte. Mas, às vezes, eu acho que está mais para sangue-suga. Você vai lá, invade a privacidade dos outros, faz seu trabalho, ganha seu dinheiro, e vai embora.

Não. Quero que a pessoa se sinta parte realmente importante do meu trabalho, como espero que Newton sinta. Não quero invadir, quero me sentir valiosa para que a pessoa fale o que quer, não o que sinta num momento de fragilidade, tristeza ou sofrimento.

Fazer perfis será uma solução? Dedicar-me a eles com devoção será a que realmente presto nessa vida? Não sei. Mas queria tentar.

12/10/2010

O cravo brigou com a rosa

Hoje tentei me lembrar dessa música, mas não conseguia. Confundia a primeira com a segunda estrofe. Foi uma música muito presente na minha infância, e nem sabia o que ela significava. Agora, lendo sua letra, percebo que ela - que é tão cética - muito tem a ver comigo - na fase adulta, sempre tão pessimista e ao mesmo tempo sensível, sentimental. É uma letra despretenciosa, mas de uma verossimilhança incrível. Fica aqui um pouco da ingenuidade da infância, de quando não sabíamos o que significavam as letras, e cantávamos sem indagar. Um pouco daquilo que não podemos perder nunca.

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada

O cravo ficou doente
E a rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar

11/10/2010

A palavra experenciar não foi encontrada.

Experienciar... eu sempre nutri ódio incomensurável por essa palavra. Tive a infelicidade de escutá-la pela primeira vez na faculdade, dita por um professor com vários títulos e respeitado em sua área. Pior: foi repetida diversas vezes por alguns alunos menos contestadores que eu. Olhe como um professor pode levar seus pupilos ao fracasso: se um dia eu estiver conversando com um sujeito e ele disser "experenciar", ou qualquer uma de suas conjugações, vai perder credibilidade. E isso pode ser bem ruim, principalmente se ele for uma fonte.

"Experenciar" não só é horrenda como não existe. Que tal usar "experimentar", "testar", "aproveitar", "avaliar", "praticar", "sentir"... há um sem número de palavras que podem ser usadas no lugar desta, que foi inventada por algum imbecil e caiu no uso cotidiano. O Houaiss me diz: "A palavra experenciar não foi encontrada." Eu acredito nele. Ah, você não gosta do Houaiss? Que tal o Michaelis? Ou o Aulete (de acordo com a nova ortografia)?

O inglês "try" congrega todas as possibilidades para esse verbo-fantasma, e os moradores de países de língua inglesa têm a sorte de nunca terem ouvido "experenciar" na vida. Queria ter nascido "Lóra", não "Láura".

Em tempo, retomei a minha antiga guerra contra esse verbete porque hoje escutei Paulo Bonfá, na Oi FM, se corrigindo após um ato falho - dele ou do redator da nota que ele leu. "... experenciar, aliás, essa palavra que não existe,..."

Aprendeu?

18/09/2010

Chuvas, homens e equilíbrio

Se o tempo ousa ser esquizofrênico - num dia faz calor de verão, no outro venta, chuvisca e o frio é de arrepiar o pelo mais escondido do corpo -, por que, então, exigir que os homens sejam coerentes e equilibrados? Se a grande, e sábia, mãe natureza tem permissão para agir como um demente na ala mais perigosa do hospital psiquiátrico, por que nós, pobres coitados, formiguinhas diante do cosmos infinito, devemos nos comportar como um exército disciplinado?

Alguns dirão que o que separa a nuvem de chuva, ou uma massa de ar quente, do homem é o fato de sermos um organismo mais complexo. E, mais além, o que nos diferencia dos animais pimpolhos que se acasalam em qualquer lugar, sem nenhum pudor, é a racionalidade e, mais ainda, a escolha.

Ok, ok, mas eu quero ir além. A desestabilidade, e a incoerência, do ser humano o leva a criar, a investigar, a tentar voar, a construir, a se aventurar e, também, a fazer muita cagada. Se todos seguissem uma mesma linha ideológica, falássemos a mesma língua, fossemos todos especializados no mesmo assunto, então talvez eu nem estivesse escrevendo essas bobagens aqui. Porque não existiria o computador, e talvez nem eu existisse.

What I'm trying to say is: seres humanos equilibrados não fazem evolução, não são charmosos e não exprimem paixão. Assim como à natureza, o desequilíbrio é inerente ao ser humano. Os equilibrados são importantes para puxar os desequilibrados para o chão. Mas não são eles que levam à transformação.

18/08/2010

"Possuídas pelo pecado" me possuiu


Ontem eu estava zapeando e passei pelo Canal Brasil. Passava o filme Possuídas pelo pecado, de Jean Garret (dos tempos áureos do cinema da Boca do Lixo), na sessão "Como era gostoso...". Os principais nomes do elenco eram David Cardoso e Agnaldo Rayol, este último com menos importância. Fazia um artista boêmio, que desenhava clientes de uma boate de strip tease no Rio de Janeiro. Acabou que desenhou a "secretária" de um ricaço alcoólatra, que o chamou para uma estadia em sua mansão para pintar um quadro. Coisa de mecenas mesmo...

Eu dei tanta, mas tanta risada com o filme, que não consegui desligar a TV e ir dormir. O protagonista é André, David Cardoso, com todos os músculos à mostra, motorista do ricaço, Leme (Benjamin Cattan) - um velho louco, preconceituoso, sádico, que bebe 24 horas por dia e não pode ter filho. Bem estereotipado. Ele tem duas 'secretárias', Jussara (Zilda Mayo) e Anita (Helena Ramos), que moram em sua casa, escondidas da mulher, e às custas dele, que as faz de gato e sapato. Anita bebe como uma porca e até beija o pé do patrão para dar um gole no uísque.

André é amante da mulher do ricaço, os dois planejam matá-lo para ela ficar com a fortuna do velho. A mãe dela desaprova. Roteiro clássico, sem surpresas. Acontece que a filha da empregada, Dorinha (Nicole Puzzi), vai morar na casa e se envolve com André. Engravida e ele tem a brilhante ideia de armar contra Leme: fingir que o filho é fruto de uma noite romântica com a menina depois de uma bebedeira. O ricaço cai na armadilha, pede "desquite" (assim mesmo, como nos velhos tempos) da mulher e começa a planejar o futuro de pai. Larga a bebida.

O melhor não é o roteiro, óbvio, mas as falas, caras e bocas e o jogo de câmeras. Tem uns momentos em que rolam uns cortes secos, e super closes, que lembram filmes de terror - e até um pouco da loucura de Godard e Antonioni. Tem muita nudez, cenas de strip, gordurinhas mais do que salientes para os padrões atuais, sexo, álcool, violência psicológica... só coisa imoral. E um monte de cenas bizarras, provocantes, apavorantes, diálogos desprezíveis e a fenomenal dublagem característica da época. Tudo errado. Mas muito bom. Tem uma cena em que Leme fica torturando Anita com uma garrafa de uísque, e a joga dentro de um chiqueiro. Sim, porcos. Inacreditável. Ela bebe a garrafa inteira num gole só, e a imagem dela pisca com a da cara do porco. Inesquecível. Sabe que eu acho que realmente existem pessoas assim, talvez um pouco menos estereotipadas, mas completamente submissas ou tiranas ou ambiciosas ou fúteis.

No final, o filme dá uma guinada meio séria, diferente do começo irônico e torpe. Fiquei sem saber por que. Não entendi também o nome do longa, o que pode ter sido explicado no começo - que perdi.

*Foto do estranhoencontro.blogspot.com

30/07/2009

xixi no escuro

Você já fez xixi no escuro?

Hoje um poste caiu na região do prédio onde eu trabalho e, por isso, peguei um congestionamento mala - 25 minutos no que eu faria em 2. Também subi sete lances de escada - tudo bem, isso deveria ser um hábito, mas não é. E, no banheiro, só a luz de emergência (que mal ilumina a pequena área sobre a porta, onde foi instalada).

Como eu bebo muita água, foi inevitável fazer xixi no escuro. E sabe que foi bom? Depois que eu limpei bem a tampa do vaso, e me certifiquei de que estava 101% limpa, eu sentei. E, sem a visão para nos distrair, uma vez que estava tudo meio dark, eu comecei a pensar na vida. É gostoso. O xixi saindo e, você, pensando na vida; nos bastonetes (células do olho) trabalhando a milhão, na bexiga mandando o xixi embora, na porta que, antes, era branca e, agora, cinza-empretecida.

É algo interessante fazer xixi no escuro. Você se sente mais suscetível a coisas que jamais aconteceriam - com a luz acesa ou apagada. Dá um pouquinho de medo porque você não enxerga com tanta desenvoltura. Medinho bom.

29/07/2009

não tenho um favorito

Eu não sei eleger uma coisa favorita. Não sei o meu filme favorito, meu livro favorito, minha música favorita, o homem mais bonito, a comida mais gostosa, o diretor mais importante... Eu simplesmente não sei! Não sei, não sei, não sei!!!!

Minha amiga Magá disse que, para ela, é ruim ficar fazendo listas (ela é viciada em listas!!). Já do meu lado, também é ruim não chegar a uma conclusão do que é mais legal ou não. Talvez seja pelo mesmo fato de eu não ter tido ídolos...

É uma coisa a se pensar. Essa de eu não ter favorito. Bem melhor ter favoritos, com "s", e poder mudar frequentemente!!!

23/04/2009

lavagem cerebral

Duas músicas que não me saem da cabeça, por mais que eu as odeie:


"Qualitá, o que você queria. Qualitá, faz parte do seu dia." (em looping infinito)


"Saia da Sibéria e vem pra Net já. Saia da Sibéria e vem pra Net já. Vem pra onde seu dinheiro vale mais, é mais legal, telefone, internet e tv digital. Sai da Sibéria e vem pra Net jáááá´..."


Tem dias que essas músicas se tornam aterrorizantes.

17/04/2009

10 perguntas e respostas ordinárias

1. Por que as crianças estão cada vez mais gordas?
Porque as garrafas de Coca estão cada vez maiores.

2. Por que você nunca viu um filhote de pomba?
Porque não mora perto de um ninho.

3. Por que toda modelo-atriz faz jornalismo?
Porque elas querem ganhar dinheiro mostrando a bunda para fotógrafos, mas precisam mostrar que têm "conteúdo". Sei...

4. Por que as pessoas temem a morte?
Porque elas não sabem cavar covas.

5. Por que Obama quis um cachorro preto?
Para combinar com o resto da família e se destacar na Casa Branca. (preconceituoso, eu sei. mas não me contive)

6. Por que fumar maconha é mais permissivo (e mais descolado) que fumar cigarro?
Porque a ilegalidade não pode ser combatida com leis.

7. Por que pessoas que leem demais são limitadas em certas áreas?
Porque elas não tiram os olhos dos livros para observar a vida à sua volta.

8. Por que os carros estão cada vez maiores?
Porque órgão sexual masculino está cada vez menor.

9. Por que as televisões estão cada vez maiores?
Porque o cérebro da humanidade está cada vez menor (ou ela está cada vez mais cega).

10. Por que o avião não é feito do material da caixa preta?
Porque ele não voaria, de tão pesado.

Rá!

15/04/2009

Sade, o cigarro e as coisas 'certas'

Esse texto (abaixo, apenas o final), que saiu na Ilustrada de segunda (13 de abril), vai ao encontro do que eu escrevi aqui, há poucos dias. É do colunista Luiz Felipe Pondé (pode ser lido aqui, se você assinar Folha ou Uol).

O cigarro de Sade
"Temo pessoas que não têm vícios. O novo hipócrita é magérrimo, "verde" e antitabagista"

(...)Acho mais interessante imaginar o que Sade teria escrito hoje, se vivesse em nossa época, dada a delírios de uma nova "pureza". Imagine, caro leitor, que existem pessoas que "salvam" o mundo comendo alface! Um exército de rúculas! O que seria transgressivo no caso da "nova pureza"? Tiraria ele sarro do "pai Obama"? Ou talvez ele fumaria um cigarro no meio de um templo onde se reúnem os fascistas da saúde?

Mas tabaco faz mal! Claro que sim, mas ser violentada por cinco caras também faz mal. Fazer sexo nos telhados, como gatos, também faz mal. Por que achar que isso é libertador e fumar não? Vamos adiante, quem é o novo Sade? Que tal comer gordura trans? Ou será que a "ciência da comida saudável" já mudou de novo e agora comer gordura trans combate ataques cardíacos? Vejo um Sade gordo, dilacerando uma picanha em meio a um restaurante de comedores de rúculas. Chorariam? Ou o espancariam? Vaquinhas jamais, mas sádicos comedores de carne e fumantes merecem uma surra? Ou apenas desprezo e nojo? Os nazistas também eram defensores dos animais...
Sua Sodoma seria deliciosamente poluída, rindo das "medições" do aquecimento global. No lugar da teoria Gaia da "mãe terra", a "devoradora terra" gargalhando de nossa "devoção verde".

O Sade do sexo envelheceu. Hoje todo mundo acha chique achá-lo chique. O novo Sade é aquele que, talvez, debocharia de uma sociedade da saúde. O que nos humaniza são os vícios, não as virtudes. Temo pessoas que não têm vícios. O novo hipócrita é magérrimo, "verde" e antitabagista.
"

14/04/2009

você é como você escreve

Mandei um pequeno texto escrito à mão para um grafólogo analisar minha personalidade (abaixo, só a assinatura). E não é que ele acertou??

"Rapidez, agilidade, inteligência. Vontade de ser compreendida, clareza de idéia. Ansiedade - ansiedade... Está realizando menos que o potencial pode."

hohohohoho

Incrível!!! A ansiedade vai me matar um dia...

O site dele: grafonautas.blogspot.com. Muito legal esse tipo de trabalho.

03/04/2009

mardito BBB

O que se faz quando todos à sua volta querem assistir ao Big Brother e falar sobre os participantes? 1) Você sai da sala, no caso de estar em casa. 2) Você coloca o fone e ouve música bem alta, no caso de estar no trabalho. 3) Você elegantemente se levanta e vai embora de onde as pessoas estão perdendo seu precioso tempo de socialização falando dessa merda, no caso de você estar sentado numa mesa de bar.

Será que só eu sinto isso? Parece até que estou fora da órbita terrestre. Não! Eu não sei quem está no BBB, não sei quem merece ganhar ou perder, não sei quem catou quem... não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe.

Coisa chata essa. Eu não sou um alienígena porque não suporto esse programa!!

Não sei quem é o pior: o cara que está lá dentro, o Bial ou o público, que fica criticando, chorando e dando opinião sobre a vida dos outros. Socorro!

12/03/2009

A mãe do Jesus Luz é um...

Observem a foto abaixo e, por favor, completem a frase do título. Não quero ser chamada de maldosa ou coisa do gênero.



Deu no Ego, da Globo.com. Está aqui, ó.

06/03/2009

Restaurante francês? Não vá ao Marcel.

O Restaurant Week é um evento em que se tem a oportunidade de conhecer restaurantes caros e bons a preços módicos. É o que dita a propaganda. A organização, no entanto, deveria brecar a entrada de alguns que não têm estrutura para suportar grandes volumes de clientes - e acabam criando uma imagem negativa para o público. Ou seja, restaurantes caros a preços módicos e serviço mequetrefe. Alguns amigos já chegaram a dizer que o Restaurant Week é a maior roubada, que a todos os lugares que eles foram aconteceu alguma coisa errada, ou várias. Eu já fui a bons restaurantes que mantiveram sua qualidade no atendimento e na comida - cito: Nakasa, Le Petit Trou, Lola Bistrô, Tanger e Chakras. Outros, infelizmente sujam o nome dessa semana tão gostosa para o paulistano. Não entendem que receber muita gente não significa abrir mão de atendimento cuidadoso.

Hoje fui ao Marcel, de comida francesa, carésimo para o que oferece - pretensioso e arrogante, eu diria. A demora para sentar à mesa não incomodou, já que estávamos em sete pessoas. Sabíamos que ia demorar. Quando sentamos, pedimos os pratos e, logo depois, o garçom passou jogando os talheres da entrada. Jogou mesmo. Antes, retirou os pratos vazios com tanta pressa que o guardanapo de linho caía todo desarrumado sobre a mesa. Nada fino para um resurante francês. Na entrada, erraram uma das sete. Ok. Mas o pior foi trazer brandade de bacalhau num prato de sopa! Imagine um bolinho de bacalhau molenga num prato fundo e grande. Meu amigo sentiu muita dificuldade para dar suas garfadas. O prato principal veio certinho, mas sem talher especial para peixe. Zero para o serviço: um restaurante desse nível não poderia cometer esse erro, jamais. Não é porque o menu é barato que o pessoal que vai não sabe a diferença entre carne e peixe.

Pratos sujos retirados, é hora da sobremesa. Novamente, o garçom arremessa as colheres sobre a mesa. Deu medo até. O sorvete com calda vermelha veio gostosinho, mas o crème brulée de maracujá veio com uma camada muito grossa de açúcar (doce demais) e o creme tinha virado sopa. Mole, ruim. Na hora da conta, cobraram R$4 a mais por garrafa de vinho que pedimos (foram duas) e 13% de serviço. TREZE por cento!!!! Deu até vontade de não pagar. Um amigo pediu nota fiscal paulsita, mas como estava sem luz (ah, sim, acabou a luz e o ar condicionado parou de funcionar, fazendo todo mundo suar à mesa), eles deram uma nota escrita à mão e SEM o CPF dele. "É para você ligar depois e pedir para inserir o CPF". Poxa!

Se o estabelecimento não tem capacidade, pessoal ou estrutura para receber tanta gente, como acontece no Restaurant Week, então não entra. O evento é para atrair mais pessoas nos dias normais, não para afugentar clientela. Os donos têm de aprender que o serviço e a apresentação dos pratos não podem ser inferiores só porque se trata de uma 'promoção'. Se eu quero um atendimento meia boca, eu vou à padaria comer PF, onde o garçom é gente fina e não tem frescura, a comida é barata e nem um pouco pretensiosa - mas muito gostosa.

Nota zero para o Marcel.

10/02/2009

Duas dúvidas muito duvidosas

Alguém pode me responder, por favor?
Por que a Sandra Annemberg, do Jornal Hoje, resolveu falar "agora, mudando de assunto" quando vai introduzir uma nova matéria? Será que o telespectador é tão burro que não percebe que o telejornal mudou da matéria de fitness para economia doméstica? Pelamor...

Outra coisa que alguém poderia me responder: há alguns anos, antes mesmo de eu entrar na faculdade, existe uma comoção nacional contra o trote violento. Eu acho isso importante porque alunos novos não precisam ser humilhados, mortos ou intoxicados com tintas ou produtos corrosivos para se sentirem parte do ensino superior (e às vezes carregam sequelas para o resta da vida). Agora estão dizendo que bebida alcoólica é trote violento. Que amarrar as mãos dos alunos e fazer com que eles andem em fila indiana é trote violento! Putaquepariu!! Isso é trote violento???

Álcool e brincadeiras fazem parte de um ritual que o aluno está esperando há anos, dependendo de quanto tempo ele fez cursinho. Eles querem tomar banho de lama! Eles querem beber até cair! Eles querem pagar mico na rua pedindo dinheiro para, depois, beber de graça!! Eles querem todos esses rituais de passagem. E se não quiserem, beleza, não participam. Acho legal doar sangue durante o trote, doar brinquedos ou conhecer a comunidade ao lado de sua universidade. Mas outras coisas também são importantes - diversão, socialização, festas e micos. Qual é o problema? Quanto moralismo, diésus! Então sou obrigada a ver essas repostagens escrotas, com câmeras escondidas, "essas imagens foram filmadas na Pontifície Católica de São Paulo"... buuuuuuuuuuuuuuuuuuu Será que esses repórteres e editores fizeram faculdade por correspondência?

Vergonhoso.