O que a gente pode fazer para que o mundo seja um lugar legal para se viver daqui 25 anos? Separar lixo reciclável do orgânico? Levar sua própria sacola ao supermercado? Andar de ônibus? Respeitar as pessoas, independentemente de quanto elas ganham ou qual seja sua profissão?
Fazer todas essas coisas juntas, ou separado, não me deixa tranquila. Por que compramos tanto? Por que comemos tanto? Por que precisamos tanto de iPods e iPhones? Não se pode ser feliz sem? Você fica puto ao se deparar com um corredor de ônibus? ("poxa, diminuiu a pista para os carros"). Então, meu amigo, trate de abstrair necessidades tão supérfluas... Transporte coletivo é bom e você pode aproveitar para ler um livro, um conto. O período que mais li em minha vida foi na faculdade, quando ia de ônibus à aula e enfrentava até duas horas e meia de trânsito. Muito produtivo.
Por que carregar 5 sacolas de plástico se você pode levar só uma? Por que se preocupar tanto em ganhar dinheiro se o que vale é a crença em você mesmo?
Uma confusão toma conta de mim. Acho que eu poderia viver sem luxos e modernidades. Acho, até, que eu preciso provar para mim que o mundo (e eu) pode continuar sem os meus vícios contemporâneos. E eu vou.
29/03/2009
26/03/2009
conversa de "elevador"
Não foi no elevador. Mas poderia ter sido. Na fila do ponto de ônibus... na portaria do prédio. O motorista da empresa me solta um "será que o Brasil consegue se livrar da crise?". Esse papo é tipo "nossa! Como está calor!!"
Enfim, eu respondi o que achava, não queria deixar o simpático moço falando sozinho e sem dar a ele uma posição pessoal sobre a crise. O que o Lula falou sobre gastar é bom para movimentar o mercado e gerar capital para as empresas. Imagine se todo mundo para de comprar? Aí sim o Brasil afunda... por isso que não vale mais a pena colocar o dinheiro na poupança. Ou você gasta, ou coloca debaixo do colchão. Ações? Nem pensar. Não para o cidadão comum.
Ele queria trocar de carro, comprar um mais novo. Afinal, é seu instrumento de trabalho. Mas desistiu, não sabe o que esperar do futuro. Se ficar sem emprego, não terá como pagar a dívida. Se tivesse o dinheiro à vista, aconselharia comprar o carro.
Esse papo de emprego me abriu a oportunidade de mandar bronca nas terceirizações... Depois que eu falei que, como ele ganha um fixo pequeno e o resto por horas trabalhadas, a empresa não pagaria o que ele realmente ganha mensalmente caso o demitisse. A multa, o FGTS, as férias... é tudo calculado em cima do salário base. "É como se você ganhasse como vendedor, por comissão. Mas você não é vendedor." Ele pensou um pouco... e viu que estava sendo enganado. Mas nada poderia fazer... "É verdade, eles não me pagariam o que eu realmente tenho direito." E a conversa finalmente terminou fértil. Espero que ele espalhe para todos os amigos motoristas.
"O ruim é que a editora paga muito mal. Nem vale a pena trocar o carro." No que eu respondi que alguns motoristas tinham virado taxistas... "É, eles ganham melhor mesmo. Mas trabalham muito mais." E não sofrem da doença contemporânea chamada terceirização.
Enfim, eu respondi o que achava, não queria deixar o simpático moço falando sozinho e sem dar a ele uma posição pessoal sobre a crise. O que o Lula falou sobre gastar é bom para movimentar o mercado e gerar capital para as empresas. Imagine se todo mundo para de comprar? Aí sim o Brasil afunda... por isso que não vale mais a pena colocar o dinheiro na poupança. Ou você gasta, ou coloca debaixo do colchão. Ações? Nem pensar. Não para o cidadão comum.
Ele queria trocar de carro, comprar um mais novo. Afinal, é seu instrumento de trabalho. Mas desistiu, não sabe o que esperar do futuro. Se ficar sem emprego, não terá como pagar a dívida. Se tivesse o dinheiro à vista, aconselharia comprar o carro.
Esse papo de emprego me abriu a oportunidade de mandar bronca nas terceirizações... Depois que eu falei que, como ele ganha um fixo pequeno e o resto por horas trabalhadas, a empresa não pagaria o que ele realmente ganha mensalmente caso o demitisse. A multa, o FGTS, as férias... é tudo calculado em cima do salário base. "É como se você ganhasse como vendedor, por comissão. Mas você não é vendedor." Ele pensou um pouco... e viu que estava sendo enganado. Mas nada poderia fazer... "É verdade, eles não me pagariam o que eu realmente tenho direito." E a conversa finalmente terminou fértil. Espero que ele espalhe para todos os amigos motoristas.
"O ruim é que a editora paga muito mal. Nem vale a pena trocar o carro." No que eu respondi que alguns motoristas tinham virado taxistas... "É, eles ganham melhor mesmo. Mas trabalham muito mais." E não sofrem da doença contemporânea chamada terceirização.
21/03/2009
jovens e patologias
Na quinta-feira, dia 19, fiquei sabendo de dois casos de saúde, envolvendo jovens, que me deixaram assustada. O primeiro foi de um rapaz de 26 anos que teve câncer no testículo. Nunca tinha ouvido falar sobre esse tipo de doença em homens tão jovens. Ele fez cirurgia, retirou o testículo, colocou uma prótese e agora passa muito bem. Parece que o perigo já foi afastado com a cirurgia, ainda bem. Mas inevitavelmente terá de fazer exames periódicos de prevenção.
Outro caso é de um garoto de 19 anos que morreu de infarte. Dezenove anos. "Foi de acidente?", perguntei ao saber. Não... infartou. Teve um fim mais triste e efêmero que o caso anterior.
Mas os dois são igualmente aterrorizantes: o que há em nossa sociedade que faz pessoas tão jovens sofrerem de patologias ligadas à vida madura? Se essas notícias fossem da Idade Média, acho que não chocariam tanto. Naquela época, pouco se sabia sobre câncer ou sobre estresse. Li que os padeiros trabalhavam até 20 horas por dia em locais insalubres, quentes e empoeirados de farinha. Morrer de ataque do coração não era algo tão absurdo. Tantos séculos depois, jovens ainda morrem de problemas cardíacos. E outro lado diz, felizmente, que nossa ciência é mais desenvolvida. Mas o que há na nossa sociedade que leva um homem de menos de 30 anos desenvolver esse tipo de câncer? E por que um jovem tão jovem morre de ataque cardíaco?
Talvez tenhamos evoluído muito pouco desde a Idade Média. Podemos ter alcançado resultados na técnica, mas não no fator psicológico.
Outro caso é de um garoto de 19 anos que morreu de infarte. Dezenove anos. "Foi de acidente?", perguntei ao saber. Não... infartou. Teve um fim mais triste e efêmero que o caso anterior.
Mas os dois são igualmente aterrorizantes: o que há em nossa sociedade que faz pessoas tão jovens sofrerem de patologias ligadas à vida madura? Se essas notícias fossem da Idade Média, acho que não chocariam tanto. Naquela época, pouco se sabia sobre câncer ou sobre estresse. Li que os padeiros trabalhavam até 20 horas por dia em locais insalubres, quentes e empoeirados de farinha. Morrer de ataque do coração não era algo tão absurdo. Tantos séculos depois, jovens ainda morrem de problemas cardíacos. E outro lado diz, felizmente, que nossa ciência é mais desenvolvida. Mas o que há na nossa sociedade que leva um homem de menos de 30 anos desenvolver esse tipo de câncer? E por que um jovem tão jovem morre de ataque cardíaco?
Talvez tenhamos evoluído muito pouco desde a Idade Média. Podemos ter alcançado resultados na técnica, mas não no fator psicológico.
18/03/2009
casa de 3m²

Quantos metros quadrados você precisa para sobreviver? Tem gente que mora sozinha em apartamento de 400m², tem gente que divide um barraco com mais 10... No Brasil, o espaço que uma pessoa tem para morar está muito relacionado à sua renda. No Japão, falta espaço mesmo - não que os mais ricos não morem melhor. Mas é tudo pequenininho. Tanto que um escritório japa de arquitetura criou uma casa com 3m² (TRÊS!). Tem uma rede, mesa, privada, chuveiro e pia. Tudo branquinho. Segundo o blog da Galileu, os designers planejam vender a ideia como uma espécie de casa móvel, desde que o dono encontre uma maneira de carregá-la e trazer água. Ah, e ainda tem entrada de luz natural. Bom para quem gosta de acamparm hein?


13/03/2009
12/03/2009
A mãe do Jesus Luz é um...
Observem a foto abaixo e, por favor, completem a frase do título. Não quero ser chamada de maldosa ou coisa do gênero.

Deu no Ego, da Globo.com. Está aqui, ó.

Deu no Ego, da Globo.com. Está aqui, ó.
11/03/2009
quero, quero, quero
Eu já falei isso aqui no brógui, mas volto a dizer: eu quero um Squishable!!! Olha que coisa mais fofa!! Fora que na galeria da onde eu tirei essa foto tem várias outras engraçadas.

Que quero, quero, quero, querooooooooo

Que quero, quero, quero, querooooooooo
O coletivo
É engraçado observar as pessoas na rua quando se está de carro ou de ônibus. A primeira possibilidade é um pouco mais perigosa, uma vez que é preciso prestar atenção aos outros carros e pedestres que se aventuram no meio da rua - e evitar acidentes. A segunda, um pouco mais prazerosa. Tenho andado pouco de ônibus ultimamente, mas devo voltar ao hábito para economizar e ter mais tempo de ler e observar a paisagem.

Fiz essa divagação para dizer que estava vindo para o trabalho hoje e vi uma mulher correndo para pegar um ônibus parado no ponto. A mulher corria toda desengonçada, destrambelhada mesmo. O pior é que ela nem imagina que os outros estavam observando a cena... Ela, inocente de tudo, e eu, maldosa. Eu sei. Mas foi tão engraçado. Correr atrás do ônibus é sempre um mico. E quando ele parte e te deixa com cara de otário no meio de todo mundo? É, otário, porque sempre terá alguém te observando... sempre. E quando, na correria, você derruba a sacola, a pasta ou o papel que está segurando? Tem que parar para pegá-lo e, invariavelmente, perde o ônibus. Pior é quando você leva um puta tombo. Daí o negócio fica triste. Não sabe se dá uma gargalhada - de nervoso - ou se chora. Então o povo do ponto se solidariza - vai te ajudar e você não sabe se isso é pior ou não.
Pois é. Pegar ônibus é sempre uma aventura. E cuidado para não colocar o dedo no nariz, mesmo que o ponto esteja vazio. Há sempre alguém te observando na rua...

Fiz essa divagação para dizer que estava vindo para o trabalho hoje e vi uma mulher correndo para pegar um ônibus parado no ponto. A mulher corria toda desengonçada, destrambelhada mesmo. O pior é que ela nem imagina que os outros estavam observando a cena... Ela, inocente de tudo, e eu, maldosa. Eu sei. Mas foi tão engraçado. Correr atrás do ônibus é sempre um mico. E quando ele parte e te deixa com cara de otário no meio de todo mundo? É, otário, porque sempre terá alguém te observando... sempre. E quando, na correria, você derruba a sacola, a pasta ou o papel que está segurando? Tem que parar para pegá-lo e, invariavelmente, perde o ônibus. Pior é quando você leva um puta tombo. Daí o negócio fica triste. Não sabe se dá uma gargalhada - de nervoso - ou se chora. Então o povo do ponto se solidariza - vai te ajudar e você não sabe se isso é pior ou não.
Pois é. Pegar ônibus é sempre uma aventura. E cuidado para não colocar o dedo no nariz, mesmo que o ponto esteja vazio. Há sempre alguém te observando na rua...
06/03/2009
Restaurante francês? Não vá ao Marcel.
O Restaurant Week é um evento em que se tem a oportunidade de conhecer restaurantes caros e bons a preços módicos. É o que dita a propaganda. A organização, no entanto, deveria brecar a entrada de alguns que não têm estrutura para suportar grandes volumes de clientes - e acabam criando uma imagem negativa para o público. Ou seja, restaurantes caros a preços módicos e serviço mequetrefe. Alguns amigos já chegaram a dizer que o Restaurant Week é a maior roubada, que a todos os lugares que eles foram aconteceu alguma coisa errada, ou várias. Eu já fui a bons restaurantes que mantiveram sua qualidade no atendimento e na comida - cito: Nakasa, Le Petit Trou, Lola Bistrô, Tanger e Chakras. Outros, infelizmente sujam o nome dessa semana tão gostosa para o paulistano. Não entendem que receber muita gente não significa abrir mão de atendimento cuidadoso.
Hoje fui ao Marcel, de comida francesa, carésimo para o que oferece - pretensioso e arrogante, eu diria. A demora para sentar à mesa não incomodou, já que estávamos em sete pessoas. Sabíamos que ia demorar. Quando sentamos, pedimos os pratos e, logo depois, o garçom passou jogando os talheres da entrada. Jogou mesmo. Antes, retirou os pratos vazios com tanta pressa que o guardanapo de linho caía todo desarrumado sobre a mesa. Nada fino para um resurante francês. Na entrada, erraram uma das sete. Ok. Mas o pior foi trazer brandade de bacalhau num prato de sopa! Imagine um bolinho de bacalhau molenga num prato fundo e grande. Meu amigo sentiu muita dificuldade para dar suas garfadas. O prato principal veio certinho, mas sem talher especial para peixe. Zero para o serviço: um restaurante desse nível não poderia cometer esse erro, jamais. Não é porque o menu é barato que o pessoal que vai não sabe a diferença entre carne e peixe.
Pratos sujos retirados, é hora da sobremesa. Novamente, o garçom arremessa as colheres sobre a mesa. Deu medo até. O sorvete com calda vermelha veio gostosinho, mas o crème brulée de maracujá veio com uma camada muito grossa de açúcar (doce demais) e o creme tinha virado sopa. Mole, ruim. Na hora da conta, cobraram R$4 a mais por garrafa de vinho que pedimos (foram duas) e 13% de serviço. TREZE por cento!!!! Deu até vontade de não pagar. Um amigo pediu nota fiscal paulsita, mas como estava sem luz (ah, sim, acabou a luz e o ar condicionado parou de funcionar, fazendo todo mundo suar à mesa), eles deram uma nota escrita à mão e SEM o CPF dele. "É para você ligar depois e pedir para inserir o CPF". Poxa!
Se o estabelecimento não tem capacidade, pessoal ou estrutura para receber tanta gente, como acontece no Restaurant Week, então não entra. O evento é para atrair mais pessoas nos dias normais, não para afugentar clientela. Os donos têm de aprender que o serviço e a apresentação dos pratos não podem ser inferiores só porque se trata de uma 'promoção'. Se eu quero um atendimento meia boca, eu vou à padaria comer PF, onde o garçom é gente fina e não tem frescura, a comida é barata e nem um pouco pretensiosa - mas muito gostosa.
Nota zero para o Marcel.
Hoje fui ao Marcel, de comida francesa, carésimo para o que oferece - pretensioso e arrogante, eu diria. A demora para sentar à mesa não incomodou, já que estávamos em sete pessoas. Sabíamos que ia demorar. Quando sentamos, pedimos os pratos e, logo depois, o garçom passou jogando os talheres da entrada. Jogou mesmo. Antes, retirou os pratos vazios com tanta pressa que o guardanapo de linho caía todo desarrumado sobre a mesa. Nada fino para um resurante francês. Na entrada, erraram uma das sete. Ok. Mas o pior foi trazer brandade de bacalhau num prato de sopa! Imagine um bolinho de bacalhau molenga num prato fundo e grande. Meu amigo sentiu muita dificuldade para dar suas garfadas. O prato principal veio certinho, mas sem talher especial para peixe. Zero para o serviço: um restaurante desse nível não poderia cometer esse erro, jamais. Não é porque o menu é barato que o pessoal que vai não sabe a diferença entre carne e peixe. Pratos sujos retirados, é hora da sobremesa. Novamente, o garçom arremessa as colheres sobre a mesa. Deu medo até. O sorvete com calda vermelha veio gostosinho, mas o crème brulée de maracujá veio com uma camada muito grossa de açúcar (doce demais) e o creme tinha virado sopa. Mole, ruim. Na hora da conta, cobraram R$4 a mais por garrafa de vinho que pedimos (foram duas) e 13% de serviço. TREZE por cento!!!! Deu até vontade de não pagar. Um amigo pediu nota fiscal paulsita, mas como estava sem luz (ah, sim, acabou a luz e o ar condicionado parou de funcionar, fazendo todo mundo suar à mesa), eles deram uma nota escrita à mão e SEM o CPF dele. "É para você ligar depois e pedir para inserir o CPF". Poxa!
Se o estabelecimento não tem capacidade, pessoal ou estrutura para receber tanta gente, como acontece no Restaurant Week, então não entra. O evento é para atrair mais pessoas nos dias normais, não para afugentar clientela. Os donos têm de aprender que o serviço e a apresentação dos pratos não podem ser inferiores só porque se trata de uma 'promoção'. Se eu quero um atendimento meia boca, eu vou à padaria comer PF, onde o garçom é gente fina e não tem frescura, a comida é barata e nem um pouco pretensiosa - mas muito gostosa.
Nota zero para o Marcel.
10/02/2009
Duas dúvidas muito duvidosas
Alguém pode me responder, por favor?
Por que a Sandra Annemberg, do Jornal Hoje, resolveu falar "agora, mudando de assunto" quando vai introduzir uma nova matéria? Será que o telespectador é tão burro que não percebe que o telejornal mudou da matéria de fitness para economia doméstica? Pelamor...
Outra coisa que alguém poderia me responder: há alguns anos, antes mesmo de eu entrar na faculdade, existe uma comoção nacional contra o trote violento. Eu acho isso importante porque alunos novos não precisam ser humilhados, mortos ou intoxicados com tintas ou produtos corrosivos para se sentirem parte do ensino superior (e às vezes carregam sequelas para o resta da vida). Agora estão dizendo que bebida alcoólica é trote violento. Que amarrar as mãos dos alunos e fazer com que eles andem em fila indiana é trote violento! Putaquepariu!! Isso é trote violento???
Álcool e brincadeiras fazem parte de um ritual que o aluno está esperando há anos, dependendo de quanto tempo ele fez cursinho. Eles querem tomar banho de lama! Eles querem beber até cair! Eles querem pagar mico na rua pedindo dinheiro para, depois, beber de graça!! Eles querem todos esses rituais de passagem. E se não quiserem, beleza, não participam. Acho legal doar sangue durante o trote, doar brinquedos ou conhecer a comunidade ao lado de sua universidade. Mas outras coisas também são importantes - diversão, socialização, festas e micos. Qual é o problema? Quanto moralismo, diésus! Então sou obrigada a ver essas repostagens escrotas, com câmeras escondidas, "essas imagens foram filmadas na Pontifície Católica de São Paulo"... buuuuuuuuuuuuuuuuuuu Será que esses repórteres e editores fizeram faculdade por correspondência?
Vergonhoso.
Por que a Sandra Annemberg, do Jornal Hoje, resolveu falar "agora, mudando de assunto" quando vai introduzir uma nova matéria? Será que o telespectador é tão burro que não percebe que o telejornal mudou da matéria de fitness para economia doméstica? Pelamor...
Outra coisa que alguém poderia me responder: há alguns anos, antes mesmo de eu entrar na faculdade, existe uma comoção nacional contra o trote violento. Eu acho isso importante porque alunos novos não precisam ser humilhados, mortos ou intoxicados com tintas ou produtos corrosivos para se sentirem parte do ensino superior (e às vezes carregam sequelas para o resta da vida). Agora estão dizendo que bebida alcoólica é trote violento. Que amarrar as mãos dos alunos e fazer com que eles andem em fila indiana é trote violento! Putaquepariu!! Isso é trote violento???
Álcool e brincadeiras fazem parte de um ritual que o aluno está esperando há anos, dependendo de quanto tempo ele fez cursinho. Eles querem tomar banho de lama! Eles querem beber até cair! Eles querem pagar mico na rua pedindo dinheiro para, depois, beber de graça!! Eles querem todos esses rituais de passagem. E se não quiserem, beleza, não participam. Acho legal doar sangue durante o trote, doar brinquedos ou conhecer a comunidade ao lado de sua universidade. Mas outras coisas também são importantes - diversão, socialização, festas e micos. Qual é o problema? Quanto moralismo, diésus! Então sou obrigada a ver essas repostagens escrotas, com câmeras escondidas, "essas imagens foram filmadas na Pontifície Católica de São Paulo"... buuuuuuuuuuuuuuuuuuu Será que esses repórteres e editores fizeram faculdade por correspondência?
Vergonhoso.
reflexões de uma mente inquieta
É uma insatisfaçãozinha que vai dando. Uma coisinha aqui, outra acolá e parece que o cotidiano vai virando uma tremenda bola de neve com gosto de salmoura. Assim, sem sal nem açúcar, um gosto sem gosto. Gosto de soro - fundamental para a nossa sobrevivência em momentos de urgência, mas totalmente insosso quando se deseja provar outros sabores.
O espírito inquieto vai dando ares de sua graça, louco para desistir ou partir para outra. Sem paciência para que as coisas caminhem no seu tempo até que, então, outra onda forte e energizada volte a rolar nesta praia.
O espírito inquieto vai dando ares de sua graça, louco para desistir ou partir para outra. Sem paciência para que as coisas caminhem no seu tempo até que, então, outra onda forte e energizada volte a rolar nesta praia.
07/02/2009
Enxugando a enchente
Hoje eu pensei que meu apartamento fosse alagar. Primeiro porque ele é minúsculo - para alagar não precisa muito. Segundo porque sob a porta da sala corria um verdadeiro rio de água da chuva. Chuva, não. Tempestade! De vento!! Com muitas trovoadas. Deixou São Paulo em estado de atenção (para variar). Foi difícil. Parecia que morava numa cabana no topo de uma montanha, sob a tempestade forte. O barulho da chuva era tão intenso que pensei que estivesse lá fora, enfrentando a fúria celeste. Pior: ter que sair correndo com pano, balde e rodo para conter a água. Desesperador. Quanto mais água eu tirava do chão, mais aparecia. Depois que acabou tudo, vi que a janela da sala estava aberta. Quase molha a televisão. Imagina se vai água na tomada e causa um curto-circuito? (com ou sem hífen?) Medo! Não quero que chova assim nunca mais.
24/01/2009
Coisas de fim de semana
Fim de semana da preguicinha. Os dias "de branco" foram tão corridos, cheios de trabalho e intensos que o sábado virou dia para dormir e comer. Só. Pausa para assistir qualquer porcaria na TV e, vez ou outra, dar uma olhadinha na internet. Para não perder o costume, resolvi brindá-los com aquelas notícias bizonhas e engraçadas que eu costumava postar antes. Só para o sábado ficar um pouco menos monótono - fora que está frio e eu tenho "alergia" a baixas temperaturas = menores de 20ºC.
Loira OUT
Sofrer discriminação por ser loira é algo que ninguém poderia imaginar, a não ser que se viva em um gueto de origem essencialmente africana. Na Inglaterra, então, seria impensável. Mas o diretor de uma escola exige que duas alunas pintem o cabelo de castanho (natural), ameaçando expulsá-las caso não cumpram a ordem. O problema, segundo a matéria que saiu no G1, é código disciplinar da escola, muito rigoroso. "Para o diretor, as duas estudantes estão muito loiras após terem tingido o cabelo, o que iria contra as regras." Blá, blá, blá, blá... esse povo não tem mais com o que se preocupar, não?? O mundo seria menos caótico se as pessoas se preocupassem menos com a cor do cabelo dos outros e mais com suas próprias atitudes.
Lerdinho
Essa vocês já devem ter lido, mas é digna de um comentário. O cara demorou 26 (vinte-e-seis) anos para resolver um cubo mágico. Se eu me lembro, quando criança, a gente resolvia esse brinquedinho um pouco mais rápido, questão de dias - não chegava a um mês e nem a tantas horas. Seria impensável para uma criança tal qual eu fui se prender a atividade tão monótona (para mim, estar de cabeça para baixo era tão divertido quanto subir em qualquer coisa que tivesse mais de 3 metros de altura). O pior: o cara era e continua casado!
Carência
"Cat cafés" estão cada vez mais populares no Japão. Nesses lugares, os clientes pagam pela companhia de gatos. Uhu!!! É como uma casa de burlesco, mas não há sexo - o que seria reprimido de forma implacável pela Sociedade Protetora dos Animais. Uma hora com os gatinhos disponíveis custa US$ 10. "Os clientes podem acariciá-los ou apenas tirar fotos de seus bichanos preferidos." Medo!!!! Parece que na Europa e Estados Unidos há lugares que alugam cães para as pessoas passarem seus fins de semana. Impressionante como a relação até mesmo com os animais está cada vez mais ligada ao dinheiro. "Eu pago, eu tenho o carinho deles."
Loira OUTSofrer discriminação por ser loira é algo que ninguém poderia imaginar, a não ser que se viva em um gueto de origem essencialmente africana. Na Inglaterra, então, seria impensável. Mas o diretor de uma escola exige que duas alunas pintem o cabelo de castanho (natural), ameaçando expulsá-las caso não cumpram a ordem. O problema, segundo a matéria que saiu no G1, é código disciplinar da escola, muito rigoroso. "Para o diretor, as duas estudantes estão muito loiras após terem tingido o cabelo, o que iria contra as regras." Blá, blá, blá, blá... esse povo não tem mais com o que se preocupar, não?? O mundo seria menos caótico se as pessoas se preocupassem menos com a cor do cabelo dos outros e mais com suas próprias atitudes.
LerdinhoEssa vocês já devem ter lido, mas é digna de um comentário. O cara demorou 26 (vinte-e-seis) anos para resolver um cubo mágico. Se eu me lembro, quando criança, a gente resolvia esse brinquedinho um pouco mais rápido, questão de dias - não chegava a um mês e nem a tantas horas. Seria impensável para uma criança tal qual eu fui se prender a atividade tão monótona (para mim, estar de cabeça para baixo era tão divertido quanto subir em qualquer coisa que tivesse mais de 3 metros de altura). O pior: o cara era e continua casado!
Carência"Cat cafés" estão cada vez mais populares no Japão. Nesses lugares, os clientes pagam pela companhia de gatos. Uhu!!! É como uma casa de burlesco, mas não há sexo - o que seria reprimido de forma implacável pela Sociedade Protetora dos Animais. Uma hora com os gatinhos disponíveis custa US$ 10. "Os clientes podem acariciá-los ou apenas tirar fotos de seus bichanos preferidos." Medo!!!! Parece que na Europa e Estados Unidos há lugares que alugam cães para as pessoas passarem seus fins de semana. Impressionante como a relação até mesmo com os animais está cada vez mais ligada ao dinheiro. "Eu pago, eu tenho o carinho deles."
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