15/08/2010

Patacho - dia 4

04/abril

Estou cheia de bolinhas vermelhas na canela, parece alergia. Não sei do quê, mas desconfio que seja da água do mar quente. Tá coçando muito.

[as fotos de hoje estão horríveis pq foram feitas no meu celular]

Tomamos café e eu voltei para o ar condicionado do quarto. O Thomaz está lendo na varanda. Daqui a pouco saímos para as piscinas naturais.

O Fábio, que nos levou às piscinas, disse que nos viu ontem passando na estrada, a pé = andarilhos!! [certeza que NENHUM turista andou tanto assim, e na beira da estrada] Disse que nós devemos ter andado uns 25 quilômetros. Não é a toa que hoje minha batata da perna está dolorida...

As piscinas são lindas! Aproveitamos a maré alta para ultrapassar os corais. A água se apresenta em todas as tonalidades de verde, verde-azulado. Vimos muitos peixes: palhaço, pretos, azulados, vermelhos, roxinhos, riscados, cinzas, peixes que pulam (juro), corais roxos e vermelhos e até lagostim! O Fábio abriu um ouriço e os peixes vieram comer suas ovas. Assim nem precisa sujar o mar com migalhas de pão! Ele disse que sai muito para caçar lagosta e polvo em alto mar, a bordo de sua jangadinha. Mas contou que certa vez foi pescar de verdade, nesses barcos que passam 15 dias no mar, e não aguentou. Ele e um primo passaram mal a viagem toda, as ondas eram enormes, e o capitão do barco resolveu voltar no segundo dia. Se é duro para gente que vive no mar e do mar, imagine para nós, da cidade...

O passeio foi uma delícia e voltamos à pousada às 13h. Vamos almoçar por aqui mesmo. Ficamos com preguiça de ir para algum restaurante a pé ou de bike. As coisas aqui são longe para quem está a pé e cansado!

O Thomaz-olho-maior-que-a-barriga quis pedir 3 petiscos no almoço, em vez de um prato para cada. Macaxeira frita, polvo vinagrete e filé de aratu, que vieram à mesa nessa ordem. As porções são grandes, ou seja, muita comida. A mandioca estava crocante e macia, o polvo, delicioso (foto do Thomaz querendo pegar a mandioca antes do clique). Quando o aratu chegou, coitado, não tínhamos mais fome! Aratu é um caranguejo vermelho do mangue e estava muito bom: a carne é meio desfiada e o prato parece uma espécie de fritada. Comemos feito bois e fomos ler.

Eu estava muito queimada e dolorida, então fui tomar banho frio e arrumar minhas coisas. Depois, só mofamos. À noite, o céu estava estreladíssimo, coisa comum por aqui. É muito agradável ficar sentado no jardim, sentindo a brisa e olhando as estrelas. Depois assistimos a uma sessão de fotos de um fotógrafo e uma modelo que estavam hospedados na pousada. O Christian estava animadíssimo. Mais tarde, pagamos a nossa estadia e mais uma brincadeira do Christian: imprimiu a conta em números minúsculos, para perecer menor... ahahhah Quando íamos voltar para o quarto e esperar o transfer, ele chamou toda sua brigada e fez com que cada funcionário se despedisse de nós. Normalmente rola gritaria, buzinaço. Mas como iríamos embora meia-noite, ele achou por bem não fazer barulho. Preferiu me dar 348324 beijos de tchau. rs (na foto, a porta dos fundos do nosso quarto-casinha)

Eu dormi e depois colocamos um filme, Em Paris. Logo já era meia-noite e fomos esperar o transfer, que se atrasou um pouco. Ah, pagamos 140 reais. Muito mais do que R$ 11 de cada passagem do busão, mas infinitamente melhor. Ele demorou 2h para percorrer os 120km. Juro que não dava para ir mais rápido, é uma estradinha safada, cheia de curvas, e, óbvio, não conseguimos pregar o olho. Ainda em São Miguel dos Milagres, o moço atropelou um gato siamês. Ele ficou mal. "E era daqueles de raça..." O bicho estava bem no meio da rua, deitado. O motorista diminuiu a velocidade e o gatinho veio direto para baixo do carro. As duas rodas, da frente e de trás, passaram por cima dele. Tum, Tum. Foi triste, pobre gato.

Começou a dar fome no meio da viagem e ainda bem que o aeroporto de Maceió tem restaurante aberto de madrugada (ao contrário de Cumbica, que só tem lanche). Comemos e fomos embarcar. Óbvio que não dormimos direito. Chegamos perto das oito horas de uma manhã chuvosa, feia, fria e cheia de congestionamentos. Bem-vindos a São Paulo.

07/08/2010

Patacho - dia 3

03/abril

Acordamos às 8h50. Pedimos misto quente com queijo coalho (luxo em SP, ordinário, aqui), frutas e suco e saímos em caminhada, longa caminhada. Decidimos que iríamos até Porto da Rua, em São Miguel dos Milagres (cidade vizinha). Até o Tiago, da pousada, achou muito longe irmos e voltarmos a pé. Mas a gente é forte e aguenta tudo. Vamo que vamo...

A paisagem é linda, o mar tem várias tonalidades de verde e, em alguns lugares, as piscinas são límpidas (a maré contribui para o mar ficar mais ou menos agitado). Quase ninguém pelo caminho, encontramos até um casal enamorado demais na praia... Caminhamos cerca de 2h30 até chegarmos ao Rio Tatuamunha. Para atravessá-lo, com a mochila na cabeça, tivemos que enfrentar uma puta correnteza. Enfim, passamos. Logo depois do rio, outra surpresa: havia um banco de areia que era um verdadeiro berçário de caranguejos ou siris... não soubemos classificar. Tinha bicho de tudo quanto é tamanho, dos menores possíveis. Dava até dó de pisar no chão com medo de machucar algum recém-nascido. Mas parece que as pessoas de lá não ligam muito pra isso. Tinha uma manezão jogando frescobol em cima do berçário! Quantos caranguejos ele não matou em uma tarde?

Logo estávamos em Porto da Rua (na foto, logo depois que conseguimos atravessar o rio). Ali, os barcos pareciam encalhados na praia. E estavam, por causa da maré baixa. Se eles não saem para passeio de manhã, só no fim da tarde, quando a maré subir. Paramos no Restaurante do Elídio, sugestão da Carla do peixe-boi, e tomamos dois cocos deliciosamente doces e gelados. É outra coisa tomar água de coco onde eles nascem... a melhor, ever. Depois de duas caipirinhas cada um, a R$ 3 cada, pedimos casquinha de siri (R$ 4), polvo ao coco com farofa (R$ 20, uma entrada) e porção de pirão (R$ 4). O pirão é diferente, acho que feito com farinha de tapioca, com mais 'sustância'. O polvo, delicioso, fez provar que o Thomaz gosta desse molusco - e ele não gosta de frutos do mar, só peixe e lula. Comemos e tudo ficou R$ 48.

Infelizmente, resolvemos voltar a pé. A maré já tinha subido e o rio estava intransponível para quem carrega mochila. Tivemos que fazer metade do percurso pela estrada e, acredite, não é a coisa mais legal do mundo tomar sol na cabeça sobre o asfalto. O vento da beira-mar nem deu sinal de vida. Fiquei muito irritada, de cansaço, calor, dor nos pés... No fim de nossa jornada pela estrada, passamos por um mangue (é, na beira da estrada) e me diverti com os caranguejinhos entrando em suas tocas. Incrível, porque há tocas a 30 cm do asfalto!

Passamos numa mercearia onde seis mulheres tagarelavam alto para comprar água e cerveja (mais baratas, é claro, do que na pousada). Entramos no acesso à Praia da Lage e finalmente encontramos o mar. Andamos mais ou menos uma hora e chegamos à pousada, às 17h30. No total, foram quase seis horas de caminhada. Voltamos podres!! Tomamos uma ducha merecida e ficamos tomando vento. Estamos na varanda do quarto onde o sapinho normalmente ficaria. Mas ele não está. Acho que o assustamos.

Mais tarde, comemos salada com molho de mostarda (eu) e sopa de peixe (TO+), que estava deliciosa - a melhor de todas as sopas que provamos aqui. Pegamos um filme (Mutum) e combinamos o transfer com o Christian. Sairemos amanhã à meia-noite.


(Caminha, desgraçada! Nessa hora, passamos por um assentamento de camponeses sem-terra)

Patacho - dia 2

02/abril

Acordamos às 9h30. É incrível como aqui se dorme bem. Eu comi queijo coalho na chapa de café da manhã, além de fruta e iogurte. O Thomaz pediu omelete. Não tiramos foto do café, mas é tudo muito bem feito, delicioso e preparado na hora. O café foi reforçado porque nossa próxima atividade iria demandar muita energia: 20 km de pedalada!!! Pegamos duas das bicicletas disponíveis na pousada e fomos conhecer os vilarejos. O centrinho de Porto de Pedras não é muito bonito, mas tem umas pracinhas charmosas. é tudo muito simples e as casas ficam na beira da estrada, como se esta fosse uma rua mesmo. Isso se repete em toda a estrada. A maioria das casas é de pau-a-pique e muitas foram rebocadas. Há, também, algumas casinhas de palha perto da praia. A estrada não é à beira-mar. Ainda bem, porque senão os turistas estragariam tudo. Você precisa entrar de 600 metros a 3 km para chegar até o mar.

Vimos alguns restaurantes em Porto de Pedras e a balsa, e voltamos em direção à Praia da Lage. Ao lado fica o Rio Tatuamunha, onde moram simpáticos peixes-boi. Fomos fazer o passeio para conhecê-los. Para chegar de bike até o rio, é preciso atravessar 3 km de estrada de areia, um porre! Mas chegamos. R$ 30 reais por pessoa para ver o bicho num passeio que dura 40 minutos. Achamos caro, mas depois vimos que os guias precisam ser cadastrados pelo Ibama para fazer o trabalho e são todos ribeirinhos, da comunidade. Com a introdução do peixe-boi no rio (eles são readaptados ao ambiente natural ali, antes de ganharem liberdade), proibiram as atividades que geravam a renda dos locais, como a pesca.

O primeiro e único peixe-boi que vimos foi o Arani, macho, de sete anos, 270 kg e uns dois metros de comprimento. Foi o que disse a Carla, nossa simpática guia. Subindo o rio, que desemboca no mar, há um espaço cercado para adaptação, ao meio natural, de bichos abandonados e/ou encalhados em praias. O peixe-boi marinho é herbívoro, tem unhas nas nadadeiras, que mais parecem patinhas de elefante, só bebe água doce e sobrevive até seis dias em água salgada, perto da foz do rio onde mora.

Arani foi trazido ali há pouco tempo porque se machucou. Ninguém sabe se foram as raízes do mangue ou alguma maldade humana. Curado e solto, ele se apaixonou pela nossa jangada. Abraçava o barco (foto de cima), ficava sob ela, fazia graça e não saía de perto - tanto que a guia ficou com medo de levar multa do Ibama. "Eles podem dizer que estávamos perseguindo o animal." Não estávamos. É proibido alimentar, tocar e sair atrás do bicho. Mas o Arani gostou mesmo da gente. Quer dizer, do barco. Na falta de fêmeas para cruzar, os machos usam o casco da jangada para se excitar, virando a barriga para cima. Arani safado! E nós pensando que éramos especiais...

No rio também vimos caranguejos, habitantes do mangue vermelho (que tem as raízes aéreas).

Saimos de lá e enfrentamos a areia novamente. Depois, a estrada cheia de coqueiros. Eu estava louca por uma água de coco, mas, apesar de ter plantação em massa de coco por aqui, poucos são os lugares que vendem a água da fruta. Paramos para o Thomaz pegar dinheiro na pousada e voltamos para a vila de Porto de Pedras para comer. Fomos à Peixada da Marinete e comemos lagostim com macaxeira frita, super deliciosa e em quantidade colossal. O lagostim estava médio, esperava mais dele. Não estava limpo e com um gosto esquisito, nada suave como costuma ser... O prato com seis lagostins médios mais a mandioca custou R$ 30. E R$ 4 a jarra do mais delicioso suco de manga que já tomei. O prato sobrou e o almoço saiu por R$ 38.

Voltamos de bike (minha bunda doía horrores!) para a pousada e o Thomaz foi ler no deck. Eu estava com sono, fui tomar banho e dormir.

Aqui anoitece cedo, às 18h (pelo menos em abril). E venta muito à noite, o que dá uma aliviada no calor e deixa o mar bem mexido. À noite também chove, mas é super-rápido. Depois da soneca, fomos pegar um filme e pedir nosso prato do jantar. Aqui tem que ser assim porque a cozinha faz tudo na hora (não tem o mesmo movimento de um restaurante normal, em que tudo fica meio pré-preparado). Pegamos o filme chinês Lanternas vermelhas. Antes de chegarmos ao quarto, nosso sapinho amigo estava no mesmo lugar de ontem. O filme é muito bom, assistimos até a metade e fomos jantar. Ao sair, encontramos nosso amigo sapo com uma visita. Será uma namoradinha?

O Thomaz comeu sopa de cenoura com laranja, adocicada e muito boa. Eu fui de gazpacho, gelado e picante. Na volta, o sapinho estava sozinho. Terminamos de ver o filme e dormimos.


(Nosso "amigo" Arani. Sabe o que descobrimos? Os caçadores de peixe-boi aproveitam que é um bicho dócil e esperam que ele se aproxime da embarcação para respirar. Quando isso acontece, enfiam uma rolha (!?!!?!?) no nariz do pobre para 'sedá-lo' e, então, matá-lo. Quase chorei de tristeza)

06/08/2010

São Paulo/Maceió - dia 1

01/abril

Embarcamos à 0h para Maceió, em nossa viagem de três anos de namoro. O destino: Pousada Patacho, em Porto de Pedras, do ladinho de São Miguel dos Milagres. Paraíso dos paraísos. Saímos de Cumbica, o aeroporto internacional de São Paulo. Impressionante como ele estava bagunçado e sujo - tanto as mesinhas na área de alimentação quanto os banheiros. Um nojo. O caos imperava sobre o lugar: até dois homens arrumaram confusão na fila da Turkish Airlines.

Enfim, fomos para Maceió. O voo teve algumas turbulências e a passageira da poltrona 2F passou mal, mas chegamos bem. Do aeroporto - novinho, bonitinho - pegamos um táxi até a rodoviária, que demorou uns 25 minutos e custou 46 reais. Chegamos às 4h20 e nosso ônibus para Porto de Pedras só sairia às 6h20. E nós nem havíamos dormido. A rodoviária não é a segurança em pessoa, mas não tivemos problemas. Às 5h30, o Thomaz pediu um queijo quente com queijo coalho, delicioso e a $3,00! Nessa hora, fui comprar as passagens e descobri que a viagem demoraria umas 3h! "Oba!", pensamos, "poderemos dormir!". Até parece.

Maceió - Porto de Pedras

A DEF (por incrível que pareça, Deus É Fiel) leva de Maceió até porto de Pedras por apenas R$ 11,50. O ônibus demora mais de 3h30 para percorrer 130 km. Imagine que isso não significa muito conforto... Pinga-pinga é ótimo perto dessa linha. O ônibus parava a cada 10 metros e pegava ou deixava passageiros, que viajavam em pé, espremidos. Enfim... criança berrando, celular com mp3 rolando, entra a sai de gente e as comadres tirando o atraso nas fofocas. Resultado: não pregamos o olho. Além do barulho e da movimentação, o calor era de matar. Pior: estávamos vestidos de "São Paulo" e para viajar de avião, com ar condicionado forte. Pelo menos o motorista e o cobrador do busão (sim, cobrador) eram super legais e solícitos, nos deixaram na entrada certa para a pousada. De lá, 1 km a pé por uma estrada de areia. Resolvemos que voltaríamos de transfer: 80 reais a mais e 1.000% de conforto extra. Finalmente chegamos ao paraíso. Se fosse mais fácil, não teria o mesmo gostinho.

Pousada Patacho

Morena e Tiago, dois funcionários, nos receberam superbem. Christian, o francês dono do lugar, estava em Maceió fazendo compras para abastecer a dispensa.

Chegamos ao nosso quarto e quase choramos de emoção! Lindo!! Aqui tudo é cuidadosamente arrumado e escolhido, dos móveis e luminárias às flores que enfeitam todas as mesas e espaços.

Tomamos um banhão merecido e tivemos que nos esforçar muito para não cair de sono na deliciosa king size de nosso quarto. Descansamos um pouco e fomos explorar o lugar.

Primeira aventura: caminhada nos corais. Aqui, o comprimento da maré é enorme. Quando está baixa, o mar fica lá looonge... Quando sobe, vem até bem perto do deck da pousada. Lá pelas 11h, quando fomos passear, o mar estava seco, a maré, baixa - a lua cheia contribui para a diferença entre as marés. Chegar até o mar foi difícil: além de pular algas, tivemos que desviar de muitos ouriços do mar. Depois, nos equilibrar sobre os corais, morrendo de medo de machucar este frágil ecossistema. Até lá, o mar forma maravilhosas piscinas naturais, com todas as tonalidades de verde que você possa imaginar. Para lá dos corais está a água, batendo em ondas fortes, o que nos desencorajou a dar um mergulho. Deixamos para outra oportunidade. Entre ir e voltar, demoramos cerca de 1h. É superdifícil ficar desviando para não pisar em caranguejos, peixes ou ouriços.

Voltamos e ficamos no deck da pousada, sentindo o vento massagear nosso corpos cansados (na foto, o Thomaz em um das piscinas naturais). Tomamos banho de ducha e o Thomaz capotou na cama. Aproveitei para tirar um cochilo. Acordei e fui ler em um dos agradáveis ambientes da pousada. Depois, fomos jantar - café a jantar estão incluídos na diária. Pedi ratatouille e Thomaz foi de sopa de frango. Para acompanhar, um delicioso pão feito na hora, quentinho.

Pegamos o filme Bonecas russas na videoteca da pousada e fomos para o quarto asssitir - todos os quartos têm DVD player. Temos visita! Um sapinho "mora" ao lado de nossa porta.


(lendo)


(a pousada é linda!!!)


(lua cheia)

Argentina - Balanço Geral: QUERO VOLTAR!!


Amamos Buenos Aires!! É uma cidade na qual moraríamos facilmente: as pessoas são simpáticas, tem garrafa de cerveja de 1 litro, os vinhos são baratos, o transporte público é supereficiente, a cidade é linda, plana, e passa Chavo del 8 en español! (foto da Embaixada do Brasil)

Mendoza também é muito agradável, mas más chica - e tem siesta das 13h às 16h30 - ou seja, nesse horário, o comércio fecha. Em compensação, fica aberto até perto das 21h. Há inúmeras bodegas para conhecer e há um pouco de vida noturna - restaurante e boliches (bares). A cidade é cheia de praças e de árvores pelas ruas. Como Buenos Aires, é plana, o que facilita o deslocamento a pé, de bike ou motorizado. Só o táxi demora um pouco para chegar quando chamado. Além disso, os Andes estão bem próximos - dá para esquiar num dia, visitar o Parque do Aconcágua no outro...

Colonia, no Uruguai, a 1h de Buquebus (balsa gigante) de Buenos Aires, é superbonitinha. Uma cidade pequenina e com um centro histórico muito bonito. O porto é uma delícia! Só que, por ser a porta de entrada do Uruguai para quem vem da Argentina, é totalmente turística. As lojas colocam preço em dólar, há pessoas na rua te enchendo o saco para comer neste ou naquele restaurante, ou fazer este ou aquele passeio. Por isso, é mais caro comer lá do que em BsAs (comer, vestir, beber etc).

Montevideu parou no tempo. Ostenta glórias do passado em um presente decadente. Achamos que as pessoas de lá eram menos "felizes" que na Argentina. Não são mal-educadas, mas são mais sisudas. A cidade é bonita, mas com bairros esquecidos - mesmo os mais centrais. O Mercado del Puerto é um ótimo lugar para comer, mas seu entorno é sujo, ermo, abandonado (a gente sabe porque foi a pé para lá). A praia de Pocitos é uma delícia, tem calçadão e muito movimento (foto do bairro de Pocitos). Parece o Rio! Aqui, o transporte também funciona. E, se você for corajoso, tem até uma montanha russa quebradeira para enfrentar...

Buenos Aires - dia 16

06/setembro

21h20

Realmente ficamos bêbados ontem. Depois que saímos do bar, fomos procurar o que comer. Acabamos em um restaurante típico argentino que, obviamente, não recordo o nome. O TO+ pediu três empanadas e eu pedi mais berinjela. Só que não tinha berinjela e fiquei triste (foto ao lado). Pedi a salada que mais me apeteceu no cardápio - e aí que entre o problema da diferença da língua. A salada era de macarrão fusili integral. 1) eu não gosto dessas saladas com macarrão. 2) nunca pedi uma num restaurante. 3) queria algo mais leve. Resultado: quase nem comi, e dei metade do macarrão para o Thominho. Voltamos para o hostel, tomamos Naldecon Noite e dormimos como pedras.

Na manhã de hoje (domingo), tomamos café no hostel, arrumamos nossas bagagens e saímos do quarto. Fomos ao supermercado comprar vinhos e voltamos ao hostel. Ficamos fazendo hora até chegar o almoço. Queria ir novamente ao La Cabrera. Dessa vez, pedimos ojo de bife, salada caprese e um vinho Nieto Sarnentier (foto acima, nunca vou esquecer essa carne. Na foto abaixo, a salada fantástica...) Gastamos 155 pesos e comemos como reis. Demos uns rolês na feita da Plaza Serrano, que tem roupas, artesanatos e acessórios de todos os tipos. Há lojinhas também, com roupas estilosas e baratas. Mas como eu já estava falida, não ousei comprar.



Depois de andar um montão atrás de um café Havanna para comprar alfajores de presente, descobrimos que não há um em Palermo, pelo menos na região em que estávamos. Muito foda, porque já estávamos cansadaços, tudo doía. Andamos mais de um quilômetro e encontramos o tal. Voltamos para o hostel e o táxi já nos esperava. No aeroporto, muita fila para tudo, ainda bem que chegamos cedo. Mas foi bem duro ver que tinha Havanna lá (é óbvio que tinha! E a gente camelou tanto para achar...). Fiz comprinhas no free shop e tomamos três garrafas de Quilmes de 500 ml (foto acima). Encontramos os senhore que estiveram conosco no passeio às bodegas de Mendoza - um argentino e um cubano, cujas mulheres estavam se refestelando no free shop.

Bom, espero que não abram a minha mala porque tem doce de leite e azeite!

Ah, dica boa: cada pessoa pode trazer 4 garrafas de vinho na bagagem de mão.

Para variar, o voo está atrasadíssimo. O comandante disse que sairíamos às 22h, e o voo era às 21h15. Vamos ver...


(fotos da feira de Palermo)


(dog shoes)


(anteojos)

26/07/2010

Buenos Aires - dia 15

05/setembro

14h

Chegamos bem a Buenos Aires e fomos para o hostel. Lá, deixamos as malas porque não tinha dado 12h, a hora do check in. Fomos para o Buenos Aires Design, na Recoleta, comprar presentes. Estamos bem cansados - queríamos fazer um conversote no parque, mas não vai rolar. Além disso, eu e o Thomi estamos meio gripados, deve ser do vento gelado e da neve.

Estamos em um hostel no coração de Palermo Soho, super bem localizado, mas meio tosco. Não conseguimos quarto com cama de casal nem banheiro. Nem toalha tem - custa 5 pesos. Mas é um lugar bacana, apesar do vasamento no banheiro.

Fomos comer no Bar 6, na rua Armenia. Pedimos o menu fechado. De entrada, uma berinjela caprese deliciosa. Meu prato principal foi merluza, e do Thomaz, nhoque. Vem uma taça de vinho ou outra bebida - o vinho vem na famosa jarra em forma de pinguim. A comida estava muito boa, a merluza veio com uma cobertura crocante de milho. Depois, fomos dormir. Descansar é preciso.

21h45

Estamos num bar na Plaza Serrano (Cronico Bar) e tem um monte de brasileiro assistindo ao jogo contra a Argentina. Está 2 x 0 para o Brasil. É incrível como o bar segura a entrada das pessoas para não ficar lotado demais (no Brasil, ia ficar amarrotado de gente). Foi um gol do Luisão e outro do Luís Fabiano. Estamos tomando Stella Artois de 1 litro (20 pesos) com amendoim na casca - muito roots!!!

Conhecemos pessoas do Recife que moram aqui em BsAs. Queremos lo mismo!

23h35

O jogo acabou em 3 x 1 para o Brasil, mais um gol o Luís Fabiano. O bar deu uma esvaziada depois do jogo, nós tomamos 5 litros de cerveja e quedamos borrachos! Yo y Thomito hacemos un pacto para hablar somente en español hasta el fin de viaje. El está comiendo los amendoins, el fue abduzido por ellos. Yo no sé escribir... ahahaha

Mendoza/Buenos Aires - dia 14

04/setembro

14h35

Acordamos bem tarde e saímos do hotel. Chamamos um táxi que demorou meia hora para chegar! Deixamos nossas malas num armário na rodoviária e fomos para o centro almoçar. Agora estamos num restaurante super simpático que fica no meio de uma galeria chicosa da Av. San Martín. O café-restaurant chama-se Bizzarro. o TO+ pediu sorrentino e eu fui de menu executivo, para variar (porque gostei do prato servido na mesa ao lado): cerdo com salsa de ananá e papal al miel (carne de porco com molho de abacaxi e batata ao mel). Não sou muito fã de carne de porco, mas esta estava maravilhosa! Claro que o TO+ comeu metade do meu prato, que estava muito mais gostoso que o dele. No restaurante, a cesta de pão era literalmente feita de pão (foto acima)!!! Muito divertido.


14h45

Saímos do restaurante e: surpresa!! Todo o comércio estava fechado. Fomos até o Havanna mais próximo para tomar café e compramos uma revista especializada em vinho. enquanto o TO+ a lia, eu peguei o caderno de Cultura do jornal Los Andes. e descobri que um grupo famoso de rock, Kapanga, estava no Ibis com a gente. Incrível! Um deles (o que eu reconheci na foto do jornal) veio falar comigo ontem à noite enquanto eu fumava fora do hotel. Ele me perguntou se eu tinha ido esquiar (por causa da marca ridícula dos óculos) por um dia ou uma semana... Depois que eu falei que estava viajando com meu namorado, ele desconversou e foi embora. Ahahahahah, safado!

19h30

Estamos no ônibus extra-comfort-plus-master para Buenos Aires (foto ao lado). Antes, ficamos umas 4h sem fazer nada em Mendoza, porque das 13h às 16h30 é hora da ciesta na cidade, ou seja, todo o comércio fecha, menos os bares-restos-cafés. Ficamos no calçadão tomando vinho num copo de plástico - pobreza (foo abaixo)! Depois o TO+ comprou uma jaqueta de couro muito bonita! Antes de irmos para a rodoviária, paramos na taverna do Moe e eu tomei uma cerveja negra Modelo, do México (o Moe tá chique!) O TO+ quis pegar as duas poltronas da frente para ficar de cara no vidro do ônibus de dois andares. Eu não queria! Benfeito para ele! Ficou sem televisão - não tinha TV no banco dele. eu tenho a minha própria e ele terá de ver os mesmos filmes que eu. Rá!



20h35

O fone de ouvido do TO+ não funcionava, já que ele não tinha uma TV só para ele. Resultado: tivemos que falar com um americano que estava atrá da gente e sozinho para mudar de lugar. A pobre da rodomoça não falava uma só palavra em inglês e nos pediu para negociar com o moço. Mas ele foi gentil e, mesmo antes de levantarmos, ele já havia entendido que estávamos com "problemas" e veio oferecer para trocar.

Tomamos vinho tinto na cena e, depois, espumate e uísque (eu e o TO+, respectivamente). O serviço aqui é chique!

P.S.: Tombo - ontem eu descobri um puta roxo na bunda, deve ser de um dos 78 tombos que levei na neve, ou resultado de todos juntos.

Mendoza/Los Penitentes - dia 13

03/setembro

Foi às 5h que acordamos. Um sofrimento. O Ibis tem calefação e o TO+ ficou com muito calor à noite. Tivemos que abrir a janela e perder algumas preciosas horas de sono (abrir janela = muito frio, para quebrar o abafado da calefação). Umas 5h15 eu liguei para a recepção para pedir um táxi, afinal, nosso ônibus para Los Penitentes, a estação de esqui, saía às 6h da rodoviária. Descemos às 5h30 e nada do táxi chegar. 5h35, 5h40... 5h46, saímos correndo para pegar o busão. O pior é que não tínhamos moedas suficientes para dois passageiros. Pagamos só uma. O motorista não estava nem aí (lá não tem cobrador, você coloca as moedas em um equipamento que fica ao lado do motorista). Como tem um busão atrás do outro, o motora estava fazendo hora, foi bem devagar. E eu, xiliquenta! O percurso poderia demorar uns 7 minutos, mas demorou mais de 15.

Chegamos às 6h e pouco à rodô, num puta frio e debaixo de uma chuva gelada e fina. Corremos o pátio dos ônibus atrás do nosso, que, felizmente, ainda não havia partido - debaixo de chuva e muito frio. Saímos às 6h15 da rodô num ônibus tâo confortável quanto o que nos trouxe de Buenos Aires a Mendoza, com a diferença que essa viagem duraria apenas 3h30. E a paisagem é maravilhosa!

15h45

Eu escolhi esqui e, o TO+, snowboard. Acontece que ele mal conseguiu colocar a prancha, quanto mais ficar em pé e, pior, se equilibrar. Nas primeiras tentativas eu só tomei tombo. o TO+ não conseguiu nem subir até o topo da rampa menor (para crianças, iniciantes e toscos como nós). Achou difícil ser guiado pelo puxador. Difícil, não, impossível! Eu até que passei bem essa fase (tem que tomar cuidado para não cair e levar uma puxadorzada na nuca), mas depois, só tombos. A gente cansou de ficar mais no chão do que em pé (ele mais do que eu - só conseguiu se manter em pé para tirar foto) e resolveu visitar a segunda base da estação, lá em cima (a descida é só para profissa). E o nosso ingresso era de profissa (e mais caro) e só podíamos subir no teleférico com os equipamentos nos pés. Para mim não foi tão difícil, mas para o TO+...

Chegamos lá em cima e eu quase desci pista abaixo. Ventava muito, chegamos a pegar uma mininevasca. Puta frio do caralho! Acho que fazia uns -10ºC!! Mesmo com a boca fechada, nossos dentes doíam muito. Depois da bela e gelada vista, voltamos para a primeira estação, de teleférico, é claro! Não seríamos loucos de tentar descer a neve. Iríamos nos acidentar com certeza. P.S.: NINGUÉM desce de teleférico!!

Na volta, o Thomaz devolveu a prancha e eu fiquei me divertindo com o esqui. Depois de umas cinco descidas de iniciante, até que melhorei minha performance! Fui mais algumas vezes, mas a barriga do Thomaz começou a roncar, então fomos almoçar num restaurante simples e simpático na estrada, do outro lado da pista. Minha perna estava doendo porque a bota do esqui é muito apertada. Foi bom tirá-la. Eu pedi um executivo de filé mignon (lomo) e o TO+ foi de bife de chorizo com papas fritas. Pra variar, o bife dava para dois, mas como ele é gulosinho, achou melhor não dividir. Descansamos. No restaurante batia um sol desgraçado de quente, apesar de estar abaixo de zero lá fora. Impressionante como o sol é forte, e como faz frio! Resultado: fiquei com anteojos naturales - ou seja, com a marca dos óculos no rosto. Ridículo. Tem que levar protetor solar para esquiar, seja verão ou inverno.

21h10

A viagem de volta foi boa, deu para apreciar melhor a paisagem, que havia sido ocultada pelo manto da madrugada ("manto" por conta do Thomaz). Na televisãozinha do busão passou um filme com o Steve Carell no papel de um Noé contemporâneo que mora em Nova York. Filme bobo, tudo bem.

Saindo da rodô, fomos em direção ao centro para beber un vino e beliscar. Entramos num pub chamado Liverpool, que ficou vazio quando o primeiro tempo do jogo do Boca acabou. O lugar é simpático, bonitinho e tem até uma lareira numa salinha de estar vintage inglesa (pena que a lareira seja falsa). Pedimos umas picadas, e veio uma minialmôndega no molho d-e-l-i-c-i-o-s-a!! Top 10 (está no meio da foto ao lado).

Está fazendo um frio desgraçado. Amanhã pretendemos dar um rolê no centro e conhecer o parque San Martín. Se o frio permitir.

Ahhhh, esqueci uma coisa muitimportante: conhecemos o bar do Moe!! ahahahah

Mendoza - dia 12

02/setembro

Levantamos tarde, 10h, e o projeto de pedalar nos vinhedos foi para o brejo! Ainda bem, porque está um frio de lascar e descobrimos uma miniexcursão que nos levará a duas bodegas (vinícolas, Septima e outra menor) e mais um produtor de azeite, por 50 pesos cada. O recepcionista do hotel que nos indicou. Se for roubada, a gente xinga ele amanhã. Como a excursão só sai às 14h30, tivemos tempo de ir à rodoviária e comprar as passagens de volta para Buenos Aires (suíte royal master plus) e para Los Penitentes, onde esquiaremos amanhã! Eeeeeee


Aproveitamos para dar um breve passeio pelo centro. A cidade é pequena e muito bonita! Há muitos cafés, como em BsAs, onde as pessoas passam longas horas conversando, lendo, usando a rede wi-fi... Acho que o que elas menos fazem é tomar café, ainda que a variedade seja grande no menu - com leite, com espuma, chico, cortado, natural, doble, irlandês ou escocês...


12h50

Estamos sentados em um café/resto aguardando o almoço. De couvert, serviram uns pãezinhos em forma de bola, muito comuns na Argentina, com requeijão com gostinho de presunto, "queso untable". Ele está na foto ao lado, junto com os sorrentinos do TO+ (ele viciou!) e minha salada de frango, abacate, queso azul (roquefort) e folhas verdes. Imensa!

14h40

Saímos para a excursão. A primeira parada foi a Igreja da Madre de la Carrodilla (porque foi vista sobre uma carroça), que é padroeira dos vinhedos. É uma igreja que sobreviveu ao terremoto de 1860, que matou metade da população de Mendoza e derrubou grande parte da cidade. Ao lado da igreja há uma destilaria que faz licores, A La Antigua. É uma bodega familiar, de produção artesanal, criada há 20 anos. Eles também fazem destilados e conservas (salgadas e doces). Experimentamos algumas coisas: irish cream (Baileys) e muerte russa, um licor com pimenta verde. Muy caliente! Comemos dulce de leche com avelãs, muito saboroso. Vamos levar. Queria comer tudo, mas só pode degustar uma coisa :( Agora, partiremos para uma vinícola, provavelmente a Septima - do vinho que tomamos no La Cabrera, em Buenos Aires.



16h30

Mendoza produz vinho há 400 anos. As características do clima da região ajudam essa produção: a diferença entre a temperatura do dia e da noite é a principal, chega a 20ºC. Aqui há muito sol e o solo é árido - a parreira não precisa de muitos nutrientes. Quando a diferença de temperatura é alta, a fruta concentra mais açúcar. Antigamente, os argentinos traziam os vinhos da Espanha, o que era demorado e custava muito. A bebida trazida era para ser usada nas missas católicas, e também para consumo doméstico.

Na década de 70, a região passou a se profissionalizar e mudar a forma de fazer vinho, prestando mais atenção à qualidade. Antes, só havia dois tipos: vinho de mesa e vinho fino. Só.

A Septima é do grupo catalão Cordoniú, famoso pela cava. A família Cordoniú faz vinhos desde 1551. A Septima tem esse nome porque é a sétima bodega do grupo, também está na ruta 7 - e, afinal, 7 é um número de sorte.

Conhecemos os tonéis onde é feita a fermentação, repouso, maceração etc. É tudo muito moderno, frio e silencioso. O vinho fica lá, descansando em paz e no frio. E o cheiro da bodega é delicioso! Tomamos o sauvignon Blanc 2009 e o Cabernet Sauvignon 2007 - ano muito bom para a uva -, que ficou 6 meses no barril de carvalho americano.

Pela lei, não pode produzir vinho e espumante na mesma bodega, ou debaixo do mesmo teto. Isso porque na produção do segundo há adição de açúcar para a liberação de gás carbônico. Vinho com açúcar é vinho falsificado. O que pode acontecer é o fabricante adicionar algum tipo de levedura para acelerar a fermentação, jamais açúcar.

P.S.: O Thominho não para de tirar fotos!



Passamos pelo Rio Mendoza, totalmente seco. A água aqui é racionada e há diques e comportas que refream e controlam sua distribuição. A segunda bodega foi a Carmine Granata, na verdade, uma boutique, porque tem produção artesanal e pequena - 250 mil litros por ano. Os vinhos ficam no subsolo, é super geladinho, mas não há ar condicionado. O equipamento para amassar as uvas é de 1930! O controle da temperatura é natural, tudo como antigamente, "quando o vinho era feito com uva", disse um senhor que nos acompanhava na excursão.

Experimentamos o Cabernet Sauvignon 2007, jovem, suave, frutado e saboroso. Depois, um Pinot Noir 2003 (ou Pinot Negro), que ficou no barril de carvalho francês por 6 meses. Pinot é difícil de cultivar e difícil para se chegar à cor vermelha: trata-se de uma uva clara e é preciso misturar com a casca de outras uvas. Tivemos uma miniaula de sommelier! Compramos duas garrafas de Cabernet e uma de Pinot. Agora, somos superentendidos!!!



19h

Agora vamos a um produtor de azeite, uma olivícola. Chegamos às 19h15, quase noite. Chama-se Laur, e é uma das mais antigas de Mendoza. O aroma do lugar é especial!!! Hum!!! Mas experimentei a azeitona do pé e é amarga demais! Afe!!

21h50

Estamos no Ceibo, um restaurante indicado pelo Chico Bela e Bá. Fica na frente da Plaza Italia, no centro de Mendoza. O Thominho pediu um cordeiro estofado (parace uma empanada gigante, com a carne macia, derretendo) e eu fui no conejo con papas (pobre coelhinho!!). Desde que cheguei à Argentina quero comer coelho, mas não tive oportunidade. Confesso que o prato do TO+ estava mais saboroso, mas o meu prato também estava muito gostoso e ele acabou comendo metade do coelho (para variar, enorme!). Tomamos um Malbec Alto Sur, envelhecido 4 meses no barril de carvalho. Agora sabemos o que isso significa - depois das 'aulas' nas bodegas.

Voltamos, vi a previsão do tempo para Los Penitentes e não cheguei a qualquer conclusão. Vi três previsões: uma dizia chuva, outra, sol, e a terceira, nublado. O que interessa é que a temperatura máxima ficará entre -1ºC e 1°C. Socorro!